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Universidades e empresas nacionais com cooperação “abaixo da média europeia”
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Universidades e empresas nacionais com cooperação “abaixo da média europeia”

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Ensino

2018-09-19 às 09h06

Redacção

Portugal teve uma significativa margem de progressão na cooperação entre universidades e empresas, mas continua abaixo da média europeia. As conclusões estão no estudo ‘Estado da Cooperação Universidade-Empresa na Europa’, agora publicado.

A cooperação entre universidades e empresas em Portugal “continua abaixo da média europeia”, mas o país registou uma “significativa margem de progressão”, concluiu um estudo revelado, ontem, pela Universidade do Minho (UMinho).
Em comunicado, a UMinho explica que aquelas conclusões constam no estudo ‘Estado da Cooperação Universidade-Empresa na Europa’, agora publicado pela Comissão Europeia e que envolveu um inquérito realizado em 2016/17 em 33 países, tendo 1.200 das 17.410 respostas sido de instituições de ensino superior e empresas lusas.

Segundo os dados, “mais de 60% dos docentes e investigadores portugueses inquiridos admitiram não estar envolvidos em actividades conjuntas com empresas”, mas, no entanto, “mais de 80% assumiram que esperam aumentar as suas actividades nesse sentido, demonstrando um forte compromisso na cooperação”.
Do lado das empresas, refere a UMinho, as instituições demonstraram um envolvimento “moderadamente elevado” em cooperar com as universidades.
“Todavia, raramente intervêm na elaboração dos currículos académicos e têm uma baixa participação nos sistemas de governação das universidades”, salienta.

A UMinho refere, contudo, que, “apesar da nota global abaixo da média europeia, os académicos e empresários activos neste âmbito mostraram-se satisfeitos com a colaboração desenvolvida e recomendam-na a parceiros”.
As empresas apontaram como principais motivos para colaborar com as universidades o “reforço da capacidade de inovação e o acesso a novas tecnologias e conhecimentos”, enquanto as instituições do ensino superior valorizaram “o potencial que a relação pode representar na melhoria das suas actividades de investigação, ensino e interacção com a sociedade”. Para tal, refere o estudo, “é necessário superar as barreiras apontadas, como a falta de financiamento, o tempo escasso das academias para actividades com a comunidade empresarial ou a percepção que existe de cada lado sobre os horizontes temporais”. O relatório foi produzido por um consórcio liderado pelo Science-to-Business Marketing Research Centre (Alemanha), que elegeu a TecMinho, interface da UMinho, para parceiro português.

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