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Workshop ajuda a cuidar de quem cuida
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Workshop ajuda a cuidar de quem cuida

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Workshop ajuda a cuidar de quem cuida

Braga

2019-09-13 às 11h38

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Quando os papéis se invertem e o filho se converte no cuidador dos pais. Dúvidas colocadas ontem num workshop promovido pela Bramédica.

Cuidar de um familiar idoso é, em geral, uma experiência duradoura que exige mudanças na vida das pessoas a todos os níveis: familiar, laboral e social.
Porém, são mudanças que nem sempre são fáceis de aceitar e de colocar em prática. Reorganizar a vida é a primeira mudança na vida do cuidador. Orientações e algumas pistas que foram ontem transmitidas num workshop promovido pela Bramédica para Cuidadores Informais.

“O que nos levou a pensar neste workshop foi o facto de termos muitos clientes com pessoas dependentes ou em parte e que se viu obrigado a ser um cuidador informal, mas que não tem qualquer experiência ou conhecimento acerca disso, mas por razões diversas teve que passar a ser um cuidador informal”, afirmou Francisca Silva, da Bramédica. E nesse sentido, Francisca explicou que o objectivo “é com os nossos conhecimentos e capacidades ajudar essas pessoas a lidar com a situação e esclarecer dúvidas e inquietações que vão surgindo que vão desde os materiais a usar até a uma questão mais específica”.

Uma das mudanças típicas nas famílias é a inversão de papéis que se dá, por exemplo, quando os filhos se convertem na cuidadora dos pais. Uma inversão que nem sempre é fácil e que exige uma mudança de mentalidade da parte do cuidador e um esforço de adaptação. “De repente o filho passou a ser o pai ou a filha passou a ser a mãe e, por vezes, não sabem como lidar com a situação”, exemplificou Maria do Céu Silva, técnica de apoio à família e à comunidade e que ontem ministrou o workshop para cuidadores informais.
Maria do Céu explica que regra número 1 “é reunir a família e clarificar os papéis de cada um”.

A técnica de apoio à família reconhece que “não é fácil, mas faz parte da vida. Podemos ser cuidadores de um idoso, de um irmão ou de uma criança deficiente. Nós podemos ser cuidadores de várias formas e são situações que podem bater à porta de qualquer um de nós e para as quais não estamos preparados até chegar lá”.
Maria do Céu deixa alguns conselhos aos cuidadores que passa pela imposição de limites, ou seja, “não se podem esquecer deles próprios porque se eu não estiver bem como cuidadora, não vou prestar um bom serviço. Há limites. Eu posso cuidar, mas não vou descurar da família e do trabalho. Não há super-homens, nem super-mulheres. São seres humanos a cuidar de outros seres humanos”.

Do ponto de vista prático, a técnica explica que, por vezes, “é preciso ajustes na casa, desde o mobiliário, tapetes e casas-de-banho carecem de alterações”. Maria do Céu esclarece ainda que, ao contrário daquilo que se possa pensar, há muita resposta social, lembrando que “o médico de família é a primeira porta a bater para entrar numa rede mais ampla. Eles conseguem fazer a ponte para as consultas para hospitais, acompanhamento a juntas médicas que permitem o acesso a apoios que as pessoas desconhecem”, alertou.

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