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Ideias

2019-12-31 às 06h00

Cristina Palhares Cristina Palhares

O último dia do ano, aquele em que as últimas doze badaladas nos proporcionam uns segundos de reflexão sobre o que queremos levar para o novo ano. Atrevi-me a um texto diferente…. Contando as doze badaladas e propondo um pensamento para as doze letras FELIZ ANO NOVO: em contagem decrescente, tal como estará hoje o mundo inteiro.
12 – Felicidade: que a Escola promova pedagogias e práticas colaborativas inovadoras porque só assim se alcançam culturas de Paz e de bem-estar;
11 – Espaço: que a escola seja o lugar mais feliz na terra, porque os lugares mais felizes na terra são os espaços entre nós;
10 – Leitura: que a Escola se torne simultaneamente a leitura e o leitor, porque o verbo ler não suporta o imperativo.
É uma aversão que compartilha com outros verbos: o verbo amar… o verbo sonhar…
9 – Inclusão: que a Escola crie tolerância para aceitar a diferença e paixão para a promover, porque aceitar a diferença é acima de tudo promovê-la.
8 – Zeladora: que a Escola cuida e valorize os seus alunos, porque os alunos não devem fazer o que querem, mas antes querer tudo aquilo que fazem.
7 – Aprendizagem: que a Escola provoque o espanto nos nossos alunos, porque os alunos só aprendem na medida em que se espantam. A arte de aprender é a arte de se espantar.
6 – Natal: que a Escola saiba sempre ser terna como um abraço, porque Natal é abraçar o mundo com ternura.
5 – Osmose: que a Escola se encontre sempre neste estado de permeabilidade, porque osmose é quando se exerce influência sobre outro, mas de forma mútua;
4 – Novidade: que a Escola traga sempre, e todos os dias, o novo, aquele que provoca o espanto. Porque o espanto ouve-se, normalmente ouve-se: é um sopro interior, de dentro para fora, normalmente acompanhado de um som – aaaaahh!!!...
3 – Orgulho: que a Escola se orgulhe e orgulhe os seus alunos através do elogio, porque a promoção da autoestima dos alunos só se faz através deste;
2 – Valor: que a Escola cultive sempre o maior valor que é o bom senso, capacidade intuitiva de fazer bons julgamentos assente nos pilares de sabedoria e razoabilidade, porque o senso comum reflete opiniões por vezes erróneas e preconceituosas que poderemos denominar de mitos;
1 – Oportunidade: que a Escola seja uma oportunidade de sabedoria e que os nossos alunos não sejam depósitos cheios de conhecimento e vazios de sabedoria, porque o homem inteligente não é sábio.
Sábio é o homem que, esforçando-se, se torna inteligente.

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