Correio do Minho

Braga, quinta-feira

2011

As Bibliotecas e a cooperação em rede

Escreve quem sabe

2011-01-02 às 06h00

Fernando Viana

Poucos anos têm sido tão antecipados (não pelas melhores razões), como o ano de 2011, um ano chave para Portugal, principalmente em termos económicos.
Conseguiremos reduzir o défice orçamental e o endividamento público, evitando dessa forma a entrada do Fundo Monetário Internacional em Portugal? Saberemos a resposta em breve.
Porém, há já certas coisas que são certas para o próximo ano:
Por força do aumento do IVA, o preço da maior parte dos bens e serviços vai aumentar;
Também os impostos directos aumentarão e as deduções fiscais diminuirão;
Os transportes públicos aumentam cerca de 4%;
O Código Contributivo, que define o novo regime jurídico dos contribuintes face à Segurança Social entrará em vigor a 1 de Janeiro;
Está anunciada uma recessão económica em 2011, com o Produto Interno Bruto a contrair 1% e Portugal a divergir ainda mais dos seus parceiros europeus em termos de riqueza;
A taxa de desemprego, essa ultrapassará os 11%.
2011 é ainda o ano em que no nosso país se realizará o XV recenseamento geral da população.
No próximo ano, Portugal integrará o Conselho de Segurança da ONU, como membro não permanente.
Também é em 2011 que se realizarão as eleições presidenciais, as quais não deverão passar de um mero acto formal, uma vez que o actual presidente tem praticamente garantida a reeleição.
Estes são alguns dos factos com que nos defrontaremos em breve. É evidente que não temos muitas razões para andarmos optimistas e confiantes do futuro. Porém, não devemos desesperar. Não, não gosto do fatalismo do adágio popular de que “entre mortos e feridos, alguém há-de escapar”.
Na realidade, no meio de tantas dificuldades também haverá certamente oportunidades e desafios. Partimos aliás com uma vantagem em relação a anos anteriores: não estamos à espera de facilidades. Somos como aquela equipa de futebol que vai defrontar o adversário mais forte do campeonato: sabemos o que nos espera. Quando assim é, quando encaramos o futuro de frente e com realismo, as dificuldades esperadas são normalmente superadas e o ano temível transformar-se-á num ano normal.
Mas para que isso aconteça vão ser necessárias duas coisas: união e esforço. Não adianta gritarmos de raiva ou entrar em pânico. Os provérbios populares, já aqui o tenho dito por mais de uma vez, escondem uma profundidade filosófica indesmentível. Já todos conhecemos o: “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.”
Assim, ao desejar a todos os leitores desta última crónica escrita no ano de 2010, um Bom Ano Novo, sinto que não são meras palavras de circunstância. É um desejo forte e sincero. Na verdade, “quem espera sempre alcança” e “não há mal que sempre dure”, embora este último seja apenas uma das faces da moeda, porque também “não há bem que não se acabe.”

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