Correio do Minho

Braga, quarta-feira

2012 - um ano irrepetível!

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Voz às Escolas

2012-12-31 às 06h00

Maria da Graça Moura

2012 fechou!... Chegados ao final de dezembro é altura de fazermos um balanço e uma retrospetiva do ano que se encerra. No que à cidade de Braga diz respeito, não se pode dizer que tenha corrido mal! Iniciaram-se as obras na escola André Soares! Braga foi Capital Europeia da Juventude e o agrupamento de escolas deu um bom contributo para projetar uma imagem de cidade jovem, criativa e cosmopolita que deixa a porta aberta para novos projetos e novas dinâmicas culturais.

Guimarães encerrou a Capital Europeia da Cultura e olha o futuro com esperança de poder amortecer a crise e manter-se como centro de atração cultural. E em dezembro aconteceu algo irrepetível: celebramos 12-12-12! Uma coincidência numérica de ano, mês e dia, que faz deste número uma data “cabalística”, correspondendo à última vez, neste século, em que esta coincidência numérica surge nos nossos calendários.

Terminado 2012 com algumas razões de satisfação, fazemos apostas para o ano que se inicia e todos nós acreditamos e esperamos que o país encontre uma saída airosa para os problemas difíceis que enfrenta. De facto, vivemos num tempo marcado por dúvidas e incertezas, por avanços e recuos que condicionam os projetos e os desafios delimitados por um crescente sentimento de insegurança, que marca as etapas de uma história que se faz todos os dias.

O aumento do desemprego tem vindo a hipotecar milhares de famílias e atinge particularmente os jovens que ficam com dificuldades acrescidas na construção dos seus projetos de vida. A crise é profunda e há nas pessoas um olhar vago, restaurantes vazios e lojas fechadas. O trânsito flui agora com mais facilidade, porque a vida económica está em desaceleração. Há ruas sem ninguém, onde antes fervilhava o comércio. Muitos jovens preferem emigrar, muitos deles com formação superior.

Se o melhor de um povo parte além fronteiras é porque há crise, recessão económica, penúria, desemprego de longa duração. Há que redobrar esforços para combater esta situação, tão grave quanto urgente, assumir os problemas, analisá-los e encetar novas formas que promovam a solidariedade, fomentem a equidade e reforcem a coesão social, de modo a melhorar os níveis de vida e preservar os direitos dos cidadãos.
Este modelo socioeconómico apresenta impactos elevados ao nível de justiça, igualdade, direitos humanos, direitos da criança e evidencia sinais de alerta de perigo no que toca à manutenção das condições básicas de vida.

A educação e a formação são instrumentos fundamentais no combate às desigualdades e à pobreza, na medida em que podem contribuir de modo decisivo para a construção e preservação de valores sociais, cívicos e culturais.
Ninguém pode sentir-se dispensado de agir em prol de um mundo mais justo e solidário. Porque, mesmo que nos tirem tudo, não nos tiram a esperança nem a vontade de recomeçar de novo. Mesmo que nos tirem as férias, os feriados, os subsídios, não nos tiram as mãos com que escrevemos os textos, pintamos as telas ou desenhamos o sol!

Com determinação, coragem e autoconfiança, em 2013, vamos refazer os nossos planos, reconsiderar os erros e retomar o caminho para uma vida melhor. Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida que, de facto, queremos ser plenamente felizes!
Um feliz 2013!

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