Correio do Minho

Braga, segunda-feira

2012 vai ser um ano especial

O mito do roubo de trabalho

Escreve quem sabe

2011-12-31 às 06h00

Fernando Viana

Parece mentira, mas estamos em plena época natalícia. Passou entretanto mais um ano. Para nós portugueses o ano que agora está a terminar foi um ano particularmente difícil. Aumento de impostos e do preço de bens e serviços essenciais como os transportes ou a saúde, crise económica, corte de benefícios sociais, encerramento de empresas e consequente desemprego, foram palavras de ordem.

Olhando mais além, para fora de portas, a situação em muitos locais não parece melhor. A União Europeia atravessa uma das mais graves duras provas de sempre: a crise das dívidas soberanas que põe em causa uma das maiores conquistas da integração europeia: o euro.
Mesmo no outro lado do Mundo, por outras razões embora, o ano de 2011 foi duro, muito duro.

Que o digam os habitantes de Fukushima no Japão, atingidos em 11 de Março último por três desgraças em simultâneo: um sismo que provocou um tsunami causando estragos irreparáveis numa central nuclear, pondo a nu também, algumas fragilidades dos sistemas de segurança japoneses. Contudo, apesar dos prejuízos em vidas humanas e bens, a capacidade de resiliência e organização que o povo japonês demonstrou, deve constituir um exemplo para todos nós. Não, apesar da imensa devastação, foram raras as imagens de dor ou de desorganização que as câmaras televisivas, sempre prontas a captar a desgraça alheia, revelaram.

Saibamos aproveitar este momento aparentemente tão difícil para efectuar as mudanças e reformas necessárias de modo a que esta crise possa constituir uma oportunidade de mudança.
Curiosamente, para o CIAB - Tribunal Arbitral de Consumo, o ano de 2011 ficará associado a um ano de muito trabalho, em que logramos atingir resultados que à partida nos pareciam impossíveis:

- Foi o ano de maior movimento processual do CIAB;
- Aderiram ao CIAB os Municípios de Viana do Castelo e de Paredes de Coura;
- Foi publicada a Lei n.º 6/2011, de 10 de Março, que consagrou a arbitragem necessária nos serviços públicos es-senciais, conferindo maior responsabilidade e competências aos centros de arbitragem;
- Procedemos à abertura de um pólo em Viana do Castelo com as mesmas valências da sede em Braga, vocacionado para o apoio à população do distrito de Viana do Castelo.

Tudo isto, num contexto económico extremamente adverso e com efectiva redução dos meios materiais disponíveis, provando que de facto, muitas vezes se consegue fazer mais com me-nos.
Estamos agora a preparar a passagem para o ano de 2012.
Será um ano certamente difícil, porventura até mais difícil que o ano que agora finda. Uma coisa é certa, não há nada a fazer, não vale a pena enterrar a cabeça na areia, baixar os braços ou fazer meia volta.

Ainda que não chegue, ainda que possa não ser suficiente, temos que arregaçar as mangas e ir à luta com todas as nossas forças. Só assim será possível, daqui a um ano, fazer uma crónica semelhante a esta em jeito de balanço e, em simultâneo encher o peito de ar para fazer face a 2013 que, se calhar, será tão ou mais difícil que o vai ser 2012.
A todos os leitores os meus sinceros votos de Bom Ano Novo. Vamos dar as mãos e ajudemos a garantir às gerações vindouras um melhor país, mais justo, mais solidário e sobretudo com mais oportunidades para todos.

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