Correio do Minho

Braga, quarta-feira

2013

Um convite da Comissão Europeia para quem gosta de línguas

Ideias Políticas

2013-12-31 às 06h00

Hugo Soares

O fecho de cada ano é sempre tempo de balanço e de perspetivar o futuro. São tempos dados ao sentimento, à reflexão e à velha e sempre atual máxima “para o ano é que é”.
Também do ponto de vista político, o virar do ano civil é um momento marcante. Seja pelas mensagens de Natal e Ano Novo do Chefe de Governo e do Presidente da Republica, seja porque se criam sempre e inevitavelmente ilusões (mais ou menos realistas) sobre o que aí vem. Este ano que fecha não fugiu à regra e o ano que vem é especialmente dado à construção da esperança.

Comecemos pela reflexão.
2013 é daqueles anos que cujos semestres são do ponto de vista económico e político manifestamente diferentes.
O primeiro semestre foi marcado pela instabilidade política, pelo escalar do desemprego, pela recessão económica e pela incerteza de um segundo resgate. As aves agoirentas regozijaram, quais velhos do restelo…

No segundo semestre, o País começou a dar sinais de que estava a dar a volta. A recessão técnica acabou e Portugal chegou a registar, num trimestre, o maior crescimento da zona euro. O desemprego, o maior flagelo social que nos assola, começou a baixar e Portugal registou criação de emprego. Os indicadores da confiança e da produção industrial demonstram um País com esperança e a querer tornar-se competitivo. Por fim, deixamos de falar de um segundo resgate, para falarmos de um hipotético programa cautelar.

Muitos dirão que o Governo tem pouco que ver com tudo isto; outros dirão que é tudo fruto das políticas empreendidas. Eu digo que Portugal tem esperança porque tem um povo que soube e está a resistir a enormes sacrifícios, porque tem empresários capazes de enfrentar as adversidades e escolher novos caminhos e também porque tem um Governo que foi capaz de ter a determinação e a coerência de implementar políticas transformadores da nossa economia, capazes de reduzir o peso do Estado e de garantir o equilíbrio das contas internas e externas. É de tudo isto, de todas sinergias, que se Cumpre Portugal.

E entretanto, já ninguém se lembra e até parece que é de somenos, mas Portugal garantiu dez avaliações positivas por parte da Troika e recebeu os respetivos envelopes financeiros.
E 2014?
O próximo ano deve ser um ano de concretizações. Temos que sedimentar a recuperação económica e continuar a criar emprego. Temos que ser capazes de ser cada vez mais solidários. Entre nós e entre gerações. Continuaremos no próximo ano a ver os resultados das reformas estruturais na economia, na justiça, na saúde e em tantos outros setores de atividade.

Mas outras reformas temos que fazer: continuar a redução do peso do Estado na vida dos cidadãos e das empresas. Fazer a reforma do sistema político e aproximar eleitos de eleitores. E, em Maio de 2014, dizer adeus à Troika com um bilhete só de ida. Para não mais voltarem. Este é o desejo de todos e de cada um dos Portugueses independentemente da sua orientação ideológica ou partidária. Porque Portugal é de todos.

Brindemos, pois, a 2014 desejando a todos as maiores das felicidades, e especialmente a toda a equipa do Correio do Minho e a si, leitor assíduo e paciente destas crónicas.

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