Correio do Minho

Braga, sábado

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2015: Balanço Ambiental

Assim-assim, ou assim, sim?

Ideias

2016-01-06 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Nesta altura é habitual fazer-se uma retrospetiva do ano anterior e, em jeito de balanço, resumir os factos mais relevantes.
Em termos ambientais, 2015 foi um ano marcante.
Logo do início do ano, foi introduzida a chamada Fiscalidade Verde, um conjunto de medidas para fomentar a adoção de padrões de produção e de consumo mais sustentáveis e promover junto da população portuguesa uma maior eficiência na utilização de recursos. Uma das medidas mais abrangentes foi a introdução de uma taxa sobre a utilização dos sacos de plástico leves.

Após quase um ano da entrada em vigor desta taxa, a primeira constatação que qualquer pessoa facilmente faz é de que os sacos de plástico leves praticamente já não são distribuídos. Os super e hipermercados apresentaram ao cliente diferentes opções: sacos reutilizáveis, de papel ou de plástico mais grosso (não sujeito à taxa mas com o mesmo custo de 10 cêntimos), outros comerciantes, lojas de roupa por exemplo, substituíram-nos pelos de papel, apenas alguns pequenos comerciantes absorveram o custo da taxa.

A verdade é que o consumidor rapidamente se adaptou e, hoje em dia, a tarefa de levar os sacos quando se vai ao supermercado faz parte da rotina.
Localmente, ainda que não tenhamos os dados finais, 2015 foi um excelente ano, em termos de recolha seletiva, prevemos ultrapassar a quantidade máxima de resíduos recolhidos nos ecopontos, atingida em 2011, de 15.163 toneladas.

Em termos negativos continuamos a destacar o vandalismo de ecopontos, a colocação de resíduos não recicláveis dentro dos ecopontos e o desvio de resíduos recicláveis.
Recorrentemente, há ecopontos que são vandalizados, ficando mesmo totalmente destruídos. Estes atos são um duro golpe no esforço que a Braval e os municípios fazem para dotar as freguesias com estes equipamentos de recolha seletiva, para melhor servir as populações. É lamentável que, em poucas horas, tanto trabalho seja destruído pelo fogo, para além dos enormes prejuízos causados em termos financeiros.

É também frequente encontrar restos de comida, animais mortos e outro tipo de resíduos contaminados, dentro dos ecopontos, prejudicando a sua triagem e inviabilizando até a sua reciclagem. Há que utilizar os ecopontos com civismo, colocando apenas os resíduos permitidos.
Outro assunto preocupante são os roubos de resíduos dos ecopontos e pontos eletrão, por redes ilegais. Mais uma vez refiro que é urgente legislar sobre a propriedade dos resíduos, ou pelo Estado, ou pelos municípios, criar 4123 regras que punam o desvio de resíduos de embalagens, quer no ecoponto, quer na via pública.

A finalizar o ano, um acontecimento histórico, a Conferência do Clima de Paris (COP21), na qual todas as partes assinaram um acordo juridicamente vinculativo, num esforço conjunto dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, para manter o aumento da temperatura global nos 1,5ºC.
A sustentabilidade ambiental é, sem dúvida, um pilar fundamental para o futuro deste planeta, só com esta visão poderemos ter um futuro económico, mas também, ambientalmente sustentável. Esperemos que este acordo entre as maiores potências mundiais seja efetivamente cumprido.
Por tudo isto, há quase 20 anos que persistimos na massificação da educação/sensibilização ambiental. Este é o caminho: Educação e Sensibilização Ambiental!

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