Correio do Minho

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2022, aniversários de quatro grandes escritores

Os amigos de Mariana (1ª parte)

2022, aniversários de quatro grandes escritores

Voz às Bibliotecas

2022-01-20 às 06h00

Aida Alves Aida Alves

Entramos no ano de 2022 a comemorar algumas datas e nomes importantes de escritores e obras que marcaram o panorama literário. Nesta curta redação, apenas vamos enlaçar tenuemente quatro nomes.
A 13 de janeiro de 1922 nasce a escritora Maria Ondina Braga, na linda cidade de Braga.  Estudou e trabalhou em Inglaterra e em França, tendo lecionado Inglês e Português em Angola, Goa, Macau e Pequim.  Há quem a intitule “uma escritora entre o ocidente e o oriente”, dado que foi viajante, Eu Vim Para Ver a Terra (livro de crónicas), exercendo a sua profissão de professora, escritora e tradutora, nalguns países da Europa e do Oriente. Afirmou-se como ficcionista, sendo considerada um dos grandes nomes femininos da narrativa portuguesa contemporânea, com várias obras editadas nos diferentes géneros literários: romance, conto, crónica. Recebeu o Prémio Ricardo Malheiros para o volume de con-tos Amor e Morte, em 1970, e o Prémio Eça de Queirós para o romance Noturno em Macau, em 1991.  Colaborou em páginas literárias, nomeadamente do Diário de Notí-cias, Diário Popular, A Capital, Panorama, Mulher, Acção, Colóquio Letras, bem como no Diário do Mi-nho e Correio do Minho. Foi-lhe atribuída a Medalha de Ouro da cidade em 1994. Faleceu em Braga em março de 2003. Para quem tiver curiosidade de conhecer mais, poderá visitar o site do Espaço Maria Ondina Braga, http://www.mns.uminho.pt/ondinabraga/biografia_texto.html, sob a tutela do Museu Nogueira da Silva, ou consultar, por exemplo, a obra da autoria da Professora Doutora Isabel Cristina Mateus, Viajar com... Maria Ondina Braga, edição da Opera Omnia. A obra desta escritora será em breve reeditada, sob a coordenação da Professora Isabel Cristina Martins e o Professor Doutor Cândido Oliveira Martins. Prepara-se assim um programa comemorativo a decorrer ao longo de 2022, até janeiro de 2023.
Agustina Bessa-Luís, nasceu a 15 de outubro de 1922, morreu a 3 de junho de 2019 no Porto. Fixou residência no Porto, onde publicou o seu primeiro romance, os Super-Homens. Esteve sempre ligada à produção literária, tendo exercido o cargo de Diretora do jornal O Primeiro de Janeiro e depois de Diretora do Teatro Nacional D. Maria II. Pertenceu à Academia de Ciências de Lisboa, Classe das Letras, tornou-se membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social, da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres de Paris e da Academia Brasileira de Letras. Escreveu romances, contos, peças de teatro, crónicas e ensaios, tendo publicado alguns títulos para crianças e jovens. Agustina Bessa-Luís escreveu uma vasta obra literária que lhe valeu, em 2004, o prémio Camões, o mais importante galardão do mundo literário dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A obra que mais amplamente chegou ao público escolar foi o romance A Sibila (1954), tendo sido objeto de sucessivas edições e vários prémios, como o Prémio Delfim Guimarães (1953) e o Prémio Eça de Queirós (1954), que a consagrou como nome da novelística contemporânea. Vários dos seus romances (entre eles Fanny Owen, de 1979) foram adaptados ao cinema por Manoel de Oliveira. Em maio de 2002, recebeu pela segunda vez o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores relativo ao ano de 2001, atribuído à obra Joia de Família (2001). “Nasci adulta e morrerei criança”, disse, um dia, Agustina Bessa-Luís. Para entrar no mundo sibiliano, sugerimos a leitura da obra A Sibila, O Mosteiro, Os Meninos de Ouro e Joia de Família.
José Saramago, até ao momento foi o único escritor português galardoado com o Nobel de Literatura, em 1998. Nasceu a 16 de novembro de 1922, na Azinhaga, Golegã. Possui uma obra vastíssima, que poderá ser consultada no site da Fundação Saramago, em https://www.josesaramago.org/biografia/. Este ano é promovido um programa comemorativo vastíssimo que o leitor poderá acompanhar através do site atrás citado. Neste curto texto torna-se impossível entrar nos detalhes da riquíssima obra deste grande vulto português. Obras como: Ensaio sobre a cegueira, Memorial do Convento, Todos os nomes, História do Cerco de Lisboa, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, A Caverna, O Homem Duplicado, Ensaio sobre a Lucidez, As Intermitências da Morte, A Viagem do Elefante, Caim, Claraboia, serão algumas daquelas que serão abordadas na Comunidade de Leitores “Viajar com Saramago”, a decorrer mensalmente na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva até ao final do ano.
Em 2022 comemora-se o centenário da morte de Marcel Proust (18 de novembro de 1922), romancista e crítico francês, que nasceu a 10 de julho de 1871, em Auteuil, perto de Paris. Destacamos para leitura a sua obra prima “Em Busca do tempo Perdido”, publicada entre 1913 e 1927, em sete volumes, os três últimos postumamente. Sugerimos uma viagem pelo seu livro Sobre a Leitura, da qual extraímos a frase “A leitura é o milagre fecundo de uma comunicação no interior da solidão.” Uma salutar reflexão sobre o ato de ler, a sua natureza e o seu mistério.


Neste espaço, apenas deixamos uma singela e simbólica evocação a quatro grandes nomes da literatura que em 2022 também serão integrados nos programas comemorativos de bibliotecas públicas e escolares.

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