Correio do Minho

Braga, sábado

A ANEIS - presente na eSolidar

Mais uma vez, um novo ano escolar

Escreve quem sabe

2014-05-20 às 06h00

Cristina Palhares

O empreendedorismo social, com a explosão no mundo das organizações não governamentais, de solidariedade social e sem fins lucrativos, garante hoje em dia uma resposta inovadora, mais ágil e menos assistencialista. Funcionando com os padrões de eficiência do mercado, os empreendedores sociais depressa descobriram que não importa a maximização de lucros mas antes a satisfação pessoal.

David Bornstein, que escreveu ‘O preço de um sonho’ e ‘Como mudar o mundo’ que recomendo, esclarece numa entrevista a uma revista brasileira a diferença entre filantropia (caridade) e o empreendedorismo social. Se um filantropo é alguém que investe num bom projeto ou ideia, o empreendedor social cria a ideia, junta uma equipa e organiza-se em torno de um projeto. Hoje, os grandes investidores empenham o seu dinheiro onde os empreendedores sociais atuam. E que bom que assim seja!

A ANEIS, sendo uma associação sem fins lucrativos gere as quotas e donativos dos seus sócios e dos encarregados de educação das crianças e jovens que vem atendendo. Tal como nós, muitas outras associações e instituições deste país funcionam deste modo, congregando esforços junto dos pais e encarregados de educação acreditando no sentido da sua ideia, do seu projeto e do seu trabalho.

Bornstein, defendendo uma tese polémica, afirma que os governos de deviam limitar à definição de políticas sociais e a transferir a sua execução para as organizações sem fins lucrativos.
E porquê?

Apenas e só porque o fazem melhor! Pelo seu percurso, pelo desenvolvimento constante das suas áreas de intervenção, pelo saber adquirido, pela busca constante de respostas inovadoras e focadas em objetivos bem definidos e bem delimitados. Não se regem pelas leis do mercado, mas precisam dele para sobreviver.

Bornstein chama ao empreendedor social “gente com novas ideias para enfrentar grandes problemas, incansáveis na busca dos seus ideais”. São estes, aqueles que “fazem melhor”! Porque têm autonomia, liberdade, prazer na criação de algo com o próprio trabalho. “A meta do empreendedor não é maximizar lucros, mas satisfação pessoal”.

No entanto, para serem sustentáveis, uma das grandes tarefas que envolve grande percentagem do seu tempo, é a angariação de fundos. Todos sabemos e participamos por certo em grandes ou pequenas ações de campanha de recolha de donativos, que permitam às instituições os recursos necessários para terem sucesso.

Hoje, a eSolidar (que durante esta semana será notícia em alguns órgãos de comunicação social) consolida um projeto que permitirá a todas as organizações sem fins lucrativos angariar fundos recorrendo a uma ferramenta de solidariedade social potenciada pelo comércio electrónico. É um mercado social e solidário onde se pode comprar, vender, partilhar e ajudar o mundo, tal como se pode ler na sua página on-line (http://www.esolidar.com).

Se entendermos, tal como referem, que as organizações sem fins lucrativos têm o propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos, que não são administradas pelo Estado ou por um corpo autárquico, e que, para prosseguir com objetivos de apoio social e à família, crianças e jovens, idosos e integração social e comunitária, mediante a concessão de bens e a prestação de serviços, então, ao ajudarmos estas organizações, estamos a contribuir para um mundo melhor.

A ANEIS já se inscreveu. Porque para além de ser uma nova forma de angariação de fundos para a nossa associação, será sobretudo uma forma de se solidarizar com todas as outras organizações parceiras, criando sinergias capazes de abraçar a solidariedade não como um meio, mas como o fim a que todos nos propusemos.
Obrigada à eSolidar.

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