Correio do Minho

Braga, quinta-feira

A aparência dita a inteligência?!

O Estado da União

Escreve quem sabe

2015-09-13 às 06h00

Joana Silva

Dizem que a forma como nos vestimos pode dizer muito da personalidade de cada um. Será verdade?! No âmbito de estudos organizacionais é reforçada a importância da trilogia: saber ser, saber estar e saber fazer. O saber ser, por exemplo, significa muito mais que ter uma opinião crítica ou ter características X e Y da personalidade. Implica ser o próprio. A forma como nos vestimos tornou-se uma fator determinante especialmente no mercado de trabalho.

Se por um lado existem trabalhos que exigem uma indumentária específica, outros fica à partida ao critério de cada um. Numa entrevista de emprego a primeira impressão conjuga-se por norma pela mediação do que narrado pelo candidato, as questões do entrevistador e também pela análise do comportamento e aparência apresentada. É na verdade a preponderância de todos estes fatores que ditam, muitas vezes, a atribuição da vaga ou não ao candidato. Há quem afirme que a credibilidade de um profissional se vê pela forma como se apresenta.

Não no sentido do uso ou não de roupas de marca, porque tal como dizem os críticos da moda, se a pessoa não souber coordenar os diferentes estilos, não irá “sobressair” como assim o deseja. É no sentido do retrato de uma pessoa que se apresenta ou é tida como “desleixada” na aparência. Este conceito pode ser interpretado à luz de várias opiniões e interpretações. Para uns, desleixado significa “andar de cabelo despenteado” por exemplo, para outros trabalhar de calças de ganga e sapatilhas é impensável etc.

Mas consensualmente o “verdadeiro desleixado”, segundo mentes mais conservadoras, é aquele se apresenta para trabalhar, despenteado e de roupas informais q.b. Os apelidados de “desleixados” costumam ser na verdade os mais carismáticos para o público com o qual trabalham (tal como se diz, os populares), conseguem ocupar cargos mais elevados comparativamente com outras pessoas. São uma espécie de “Cinderela” dos tempos modernos.

De acrescentar que conseguem surpreender dentro do próprio ambiente organizacional sobretudo, os colegas mais “moralistas na forma de vestir” pela forma de estar e se exprimir, dominando as matérias e assuntos como ninguém, deixando tudo e todos admirados, como se tivessem “encarcerados” num corpo que não o deles. Também existe o reverso da medalha em que muitas vezes vítimas de comentários pouco felizes, e alvo de ciúmes como se não merecessem o cargo pela sua apresentação diferente.

Para estes, é muito mais importante ser genuíno com próprio e com os outros sendo a forma como se veste irrelevante. Quantas pessoas quando são obrigadas a vestir determinado tipo de roupa para determinada ocasião, parecem que não são elas próprias?! Isto porque o “sentir-se bem” na forma como se apresenta também se transmite corporalmente. Não adianta, portanto vestir um smoking quando se vê claramente que a pessoa não se identifica e parece que todos os movimentos corporais ficam presos. Ao sentir-se desconfortável não irá de todo conseguir criar empatia com o público. Por tudo quanto mencionado anteriormente, fica clara a ideia que forma como alguém se veste não é sinónimo de sabedoria.

Deixa o teu comentário

Últimas Escreve quem sabe

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.