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Braga, quinta-feira

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A criança (hiper)Ativa?

Direito à Educação

Voz à Saúde

2014-06-21 às 06h00

Cecília Oliveira Cecília Oliveira

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) na infância tem-se tornado num tema cada vez mais abordado hoje em dia. Atualmente, não é raro encontrar em qualquer sala de aula uma ou duas crianças a fazer medicação para o controlo dos sintomas desta patologia.
Mas afinal, de que se trata esta doença?
A PHDA é uma patologia neurocomportamental comum da infância. A prevalência apontada em crianças de idade escolar varia entre os oito e os 10 porcento. Em Portugal, a prevalência ainda não foi determinada por falta de estudos.

Trata-se, então, de uma doença crónica que necessita de acompanhamento e tratamento adequado pelo que o seu diagnóstico precoce é extremamente importante. Esta doença pode ter consequências negativas a nível social e das relações interpares, a nível académico e nas relações familiares.

Para o diagnóstico é necessário que se cumpram um conjunto de critérios bem definidos.
Em primeiro lugar, como o nome indica, predominam 3 tipos de sintomas: os de HIPERATIVIDADE (sempre ativo, dificuldade em permanecer sentado quando a situação assim o exige, em participar em atividades de lazer calmamente, fala excessivamente...) a IMPULSIVIDADE (dificuldade em esperar pela sua vez, interrompe as outras pessoas, dá as respostas antes de a pergunta ter terminado...) e por fim o 3.º sintoma principal, o DÉFICE DE ATENÇÃO (dificuldade em terminar tarefas, pouca organização de atividades, facilmente distraído, tendência a perder objetos, pouco sucesso académico...). Podem predominar sintomas de Hiperatividade ou Défice de Atenção ou coexistirem ambos.

Quando se cumprem os critérios para o diagnóstico e estes sintomas se verificam de uma forma constante e com uma intensidade que afeta a vida e o desempenho das crianças, estas devem ter um acompanhamento médico adequado, recorrendo a medicação apenas se necessário.
No entanto, nem todas as crianças irrequietas são Hiperativas e nem todas as distraídas têm Défice de Atenção.

As mudanças sentidas na sociedade têm acentuado um escasso tempo em família e prolongado o tempo passado na escola. Por vezes, é mesmo a escola que assume o papel de principal educador e fornecedor modelos de civismo, sendo limitado o espaço e tempo às crianças para serem crianças e libertar energias.

Antes de colocar o ‘rótulo’, é preciso que a criança seja avaliada por alguém competente (médico, psicólogo, pedopsiquiatra) com ferramentas próprias, com critérios de diagnóstico, questionários e testes de avaliação do desenvolvimento. É essencial confirmar que o comportamento não se manifesta apenas na escola, ou em apenas casa, mas SEMPRE.

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