Correio do Minho

Braga, quarta-feira

A Escola faz-se com TODOS

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Voz às Escolas

2018-09-05 às 06h00

João Graça

Quando no dia 17 de setembro soar a campainha às 08:25, vai iniciar-se um novo ano letivo na Escola Secundária de Vila Verde!
O início de um ano letivo é, como todos os inícios e recomeços, o ponto de partida para sonhos, intenções, decisões, resoluções e, por vezes medos, inseguranças, …
Este ano letivo aproximam-se grandes mudanças e novas políticas. O projeto de autonomia e flexibilização curricular será alargado a todas as escolas, as novas políticas de educação inclusiva agora titubeantes, instalar-se-ão, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento constará do currículo nacional, Educação Física voltará a contar para a média de ingresso no ensino superior, em qualquer curso, será implementado o regulamento geral de proteção de dados (RGPD), a transformação do caracter pedagógico dos conselhos de turma de avaliação, em atos administrativos será uma realidade, mas também a lei da descentralização de competências do estado central para as autarquias, terá repercussões e ondas de choque.

Numa lógica Quixotesca, posso dizer que, se para alguns se aproximam mudanças que podem ser obstáculos, para outros se aproximam sonhos, novas lógicas de criatividade e aprendizagem, novas oportunidades para os alunos e, claro para os professores.
Estaremos, finalmente, a preparar os nossos alunos para um mundo real, imprimindo mudanças e novas dinâmicas à escola? Estaremos finalmente a deixar de viver numa escola parada com um mundo a girar à sua volta? Estaremos finalmente a acabar com um sistema que não é modificado há anos?

Importa que a escola promova a autonomia quanto à gestão do tempo de estudo, quanto à necessidade do tempo de estudo, acabando com a radicalização do tempo igual para todos, desrespeitando assim a individualidade. Parece-me que se instalou um paradoxo, pois, se por um lado se promove a aceitação da diferença e da diversidade na sociedade e na escola, parece que há ainda um longo caminho a percorrer para se perceber que os ritmos de aprendizagem, a velocidade de aquisição de competências não é a mesma. Mas, não é afinal isso que nos enriquece enquanto espécie, a diversidade, a variedade, a diferença?
Esta ideia absurda de que a cartografia do cérebro humano é igual em todos nós é pobre e redutora, diria mais, obsoleta!

José Tolentino de Mendonça, in “A Mística do Instante”, disse Quando tudo se torna óbvio e regulado, deixa de haver lugar para a surpresa (…) o grande desafio é, em cada dia, voltar a olhar tudo pela primeira vez, deslumbrando-se com a surpresa dos dias”.
Importa pois que a escola se reinvente a cada dia, aproveitando o que os nossos alunos têm para nos oferecer, importa garantir que a escola se assuma como um espaço de promoção e desenvolvimento de criatividade e interesses individuais, permitindo que os alunos se deslumbrem com a escola e a escola com eles.
Será que as novas políticas e conceções para a educação irão permitir esta reinvenção e renovação da escola? O tempo, como sempre, permitirá obter esta resposta.
Nós, Escola Secundária de Vila Verde continuaremos a acreditar que “ A Escola faz-se com TODOS!”

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