Correio do Minho

Braga, quarta-feira

A estratégia da economia local

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Ideias Políticas

2012-10-30 às 06h00

Francisco Mota

O maior flagelo social das novas gerações é sem dúvida o desemprego e encontrar soluções não parte exclusivamente do poder central do estado, a câmara municipal tem a obrigação de estar na linha da frente para criar as melhores condições de fixação de novas empresas e incentivar ao espírito empreendedor dos mais jovens.
Na prática significa encontrar uma estratégia de incentivo à economia local, com menos carga fiscal para as empresas e mais incentivos estruturais.

Contudo temos de ser mais ambiciosos nesta estratégia, conjugando a produção científica e cultural das Universidades (Universidade do Minho e Universidade Católica) e do Laboratório Ibérico Internacional de nanotecnologia.
Se por um lado as universidades estão aliadas à formação e ao próprio mercado de trabalho, também será inevitável dizer o trabalho impar por elas desenvolvido no que ao património e cultura diz respeito.

Tendo em conta a riqueza histórica e patrimonial de Braga, que está dada ao abandono, unindo esforços entre o trabalho ímpar das entidades já referidas e a promoção cultural, artística, gastronómica e patrimonial do município, não só estaremos a perpetuar as tradições e história do concelho, como a impulsionar o desenvolvimento económico através de uma actividade como o Turismo, que está muito mal explorada no território concelhio bracarense e, que assim sendo, teria como consequência muito positiva a criação de mais riqueza e postos de trabalho.

Braga precisa de reencontrar-se no tempo, e de uma vez por todas fazer as pazes com o Património que foi sucessivamente alvo de ataques profundos com falta de planeamento urbano e da forte especulação imobiliária que reinou nas últimas décadas, como consequência da má organização e função dos espaços que uma cidade tem de oferecer aos seus habitantes. Pensar em soluções para Braga, obriga-nos a fazer um exercício rigoroso de planeamento e conjugação de dinâmicas.

A Cultura, Arte, Património e História são os impulsionadores da nossa economia local através do turismo e muito particularmente do religioso. Centrando a prioridade de actuação municipal nestes vectores os resultados a médio prazo serão extraordinários. A valorização territorial de Braga é uma aposta ganha no desenvolvimento sustentável e com retorno muito positivo na economia local.

Por outro lado o centro de nanotecnologia, possibilitou a Braga contactar e desenvolver um novo tipo de indústria ligada à área da tecnologia e inovação. Com um mundo cada vez mais dependente tecnologicamente, a actuação passa por investir no sustentamento e incentivo à fixação de parceiros ligados a esta área.

E assim sendo a diplomacia económica fora de portas por parte do executivo camarário tem que ser considerado e é fundamental no seio da estratégia económica. Os mercados orientais são uma das janelas de oportunidade para que Braga se torne uma referência neste mercado, porque o conhecimento significa claramente uma das maiores riquezas económicas da Braga contemporânea.

Braga pode e tem que contribuir para o desígnio nacional, e a equação há muito que está encontrada através do investimento nos nossos recursos e nas oportunidades que surgem. Integrar Passado, Presente e Futuro de Braga é o caminho para o desenvolvimento da economia local.

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