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A Feira Medieval - Registos e reflexões

“ O Encontro”

A Feira Medieval - Registos e reflexões

Voz às Escolas

2021-06-18 às 06h00

Amadeu Dinis Amadeu Dinis

1. Desde a sua 1ª edição, em maio de 2005, que a Feira Medieval, promovida e organizada pela Escola Profissional CIOR, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tem-se afirmado como um evento de recriação histórica e manifestação cultural e recreativa, assumida e vivida pelos famalicenses e milhares de forasteiros da região que a visitam.
Na sua origem, e até montar arraial no espaço emblemático da Praça D. Maria II e espaços envolventes, agora em momento de reabilitação, a Feira espalhava-se com animação e movimento pela Rotunda 1º de Maio, Praça 9 de Abril e Praça dos Eixidos.
Concebida numa lógica e prática de trabalho/projeto ou prova de aptidão profissional dos alunos do Curso Profissional de Animação Sociocultural, de imediato, pela sua dimensão, crescimento, dinâmica e envolvência, afirmou-se como a Feira de toda a comunidade educativa da CIOR, relevando o seu sentido de pertença, o seu trabalho colaborativo e a sua identidade.
A Feira, ao longo das sucessivas 12 edições, com um interregno no ano passado por força da crise pandémica, mais que uma viagem/visita de recuo no tempo, tornou-se num espaço/momento de reencontro e de memória com a história de uma terra e de uma gente a quem o Foral de D. Sancho I, o Rei Povoador, deu, entre outros privilégios, o direito de fazer Feira, nas antigas Terras de Vermoim, que séculos atrás foram invadidas pelas hostes dos Vikings.

2. Neste contexto, a Feira Medieval Ibérica Viking, última designação do evento que este ano por razões de natureza sanitária decorrerá, de 18 a 20 deste mês, condicionada em formato de Mostra, no Parque da Devesa, no programa, atividades e iniciativas de natureza cultural, pedagógica, didática e recreativa, é também uma oportunidade de, a par do (re) ver e interpretar a memória histórica e identitária de um povo e das suas origens, presenciar atos, factos e vivências que estimulam todos os sentidos e emoções.
Numa cidade que, por razões da história, não teve a fortuna de crescer em torno de um altaneiro castelo, de uma catedral ou convento, arquitetar o espaço/palco de atividade de uma Feira é um desafio de criatividade: O castelo, as lutas, a aldeia, os artífices, as lojas, os usos e costumes, a alimentação, o vestuário, as armas de guerra, do medo e da tortura, a recreação, a música, os desfiles, as diferentes classes sociais e suas representações, o séquito real e os banquetes animados por bobos e jograis, despertam perceções e sentimentos únicos aos visitantes que os levam a um diálogo intergeracional. Os pais levam os filhos e os avós acompanham os netos.

3. A Feira, como trabalho projeto de alunos, é um evento que põe à prova os seus conhecimentos, capacidades e competências dos ao nível da organização, programação, planeamento, distribuição de tarefas, logística, trabalho de equipa, cooperação, diálogo e sentido de responsabilidade.
Enfim, a Feira é também, na sua génese e essência, um ato/manifesto educativo e formativo para partilhar e usufruir. Cor e movimento, festa e alegria.

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