Correio do Minho

Braga, sábado

A importância da vida

Mercado de Trabalho em Portugal, uma visão crítica

Conta o Leitor

2012-08-15 às 06h00

Escritor

Por Mariana Azevedo Gomes

Ao longo da nossa vida vivemos momentos de muitas emoções. Existem momentos em que estamos alegres e outros em que estamos tristes; existem momentos em que estamos bem-dispostos e outras vezes estamos maldispostos.
Depois de um ano de trabalho, ou de estudo muito exigente, é importante que as crianças e os jovens possam ter umas férias descansadas a fazer aquilo que é importante na vida e que ao longo do ano nem sempre é possível. Poderão e deverão passear, andar de bicicleta, ir à praia ou à piscina, sair com os amigos…
Essas coisas simples das nossas vidas não são possíveis quando surge alguma coisa inesperada, nomeadamente a nível de saúde. Nessa altura é que nos apercebemos da importância que essas coisas simples têm nas nossas vidas.
Quando temos algum problema de saúde, ou alguma doença, que nos leva para uma cama de um hospital, começamos a valorizar as pequenas coisas do nosso dia-a-dia. Nesse local, parece que estamos privados de fazer as coisas mais simples da nossa vida. Parece que estamos presos e parece que uma parte da nossa vida desaparece.
Rodeados por pessoas de batas brancas e toucas verdes de repente colocamos o nosso bem mais precioso, a vida, nas mãos destas pessoas.
Os momentos que antecedem a operação, levam-nos a temer que podemos adormecer e nunca mais acordar. Nesses momentos pensamos em tudo o que nos rodeia, principalmente nos familiares, nos amigos, nas pessoas que fazem parte das nossas vidas, na nossa casa e concluímos: como são importantes estas pessoas; como é importante valorizarmos as pequenas coisas que fazemos no dia-a-dia.
Quando acordamos de uma operação, ficamos com uma sensação de medo, mas também de alívio por reentrarmos na nossa vida. E é nesse momento que começamos a valorizar mais e melhor tudo o que nos rodeia. Desejamos encontrar rapidamente a família, os amigos e regressarmos rapidamente às nossas casas. No entanto, uma nova etapa de recuperação começa, geralmente marcada por muitos dias de tratamentos e de muito sofrimento. E continuamos a valorizar cada vez mais a nossa vida. E desejamos cada vez mais a família e os amigos para nos apoiarem e incentivarem.
É nestes momentos que as pessoas se preocupam mais com elas próprias, e valorizam tudo o que fazem no dia-a-dia. Por isso, o conselho que quero aqui deixar é que o mais importante na vida são as pessoas, não as coisas; são os valores morais, não os valores materiais, é o sentido de amizade, não o sentido de posse que é importante.
Espero que todos possam ter umas férias descansadas e tranquilas.

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