Correio do Minho

Braga, segunda-feira

A internet - Ciberparaíso ou Ciberpesadelo?

A Europa paga aos agricultores para não produzirem?

Escreve quem sabe

2014-03-01 às 06h00

Fernando Viana

AInternet é, sem sombra de dúvidas, o mais poderoso instrumento de comunicação colocado ao serviço da humanidade. Como muitas tecnologias, teve o seu início no meio militar, quando os americanos procuravam desenvolver um sistema de comunicações que funcionasse em caso de guerra nuclear com os soviéticos no auge da Guerra Fria.

Confinado até à década de 80 do século passado, aos meios científicos e universitários, o seu aproveitamento comercial pelas empresas dá-se nos anos 90, mas é já neste século que se dá a explosão que conhecemos e a sua massificação aos quatro cantos do mundo. Ao ponto de hoje ser verdadeiramente impossível conceber um mundo sem Internet.
Com um simples clique no computador temos acesso a dados, legislação, artigos científicos, culturais, de lazer, informações úteis, comércio eletrónico, homebanking, acesso aos serviços do Estado, etc, etc.

De facto, as possibilidades são tantas que só por si seriam necessárias várias crónicas como esta para referir de uma forma exaustiva as potencialidades que a Internet representa. E as coisas não vão ficar certamente por aqui. Todos os dias, empresas e investigadores anunciam novos avanços tecnológicos, novos serviços, novos programas.

Não devemos contudo pensar que são só vantagens e benefícios. As ameaças estão aí bem presentes. Todos têm acesso a esta imensa rede de milhões de computadores, servidores, routers, switches, interligados em rede, os bons e os maus. As notícias de crimes cometidos pela Internet e contra a Internet não param de se suceder, pelo que temos de estar bem atentos e precaviedos para não sermos as próximas vítimas.

Principalmente os grupos mais vulneráveis, que neste caso são os internautas mais jovens, que são extremamente ingénuos e são dos mais assíduos frequentadores da Net. Seja para acederem às redes sociais (Facebook), correio eletrónico, aos sítios de Internet que gostam, os utilizadores mais jovens são potenciais vítimas para os cibercriminosos.

É urgente pais e educadores sensibilizarem os jovens para um uso correto e responsável da Internet e para adquirirem alguns hábitos e cautelas básicas. Uma crónica com esta dimensão não permite enunciar de forma exaustiva referenciar todos os perigos e armadilhas que estão na Net ou mesmo referenciar os cuidados a ter. Não podemos contudo deixar de lembrar que tudo o colocamos hoje utilizando tecnologias de informação, nomeadamente a Internet jamais será apagado.

Assim, quando de forma mais ou menos inocente, editamos um perfil numa rede social ou postamos uma foto e, mais tarde, pretendemos alterar esse perfil ou retirar aquela foto, isso não possível, isto é, existe sempre forma de recuperar aquele perfil e foto inicial.
A lista de crimes informáticos não para de aumentar. A nossa legislação contempla aburla informática, a falsidade informática, a sabotagem informática, o acesso ilegítimo e a intercepção ilegítima ou a reprodução ilegítima de programa protegido, para apenas referir alguns.

Neste momento, por exemplo, os meios de comunicação social não param de noticiar um novo e preocupante fenómeno que o uso das tecnologias de informação possibilitam: o “cyberbullying”.
O “cyberbullying” acontece quando alguém (o agressor) utiliza a internet ou um telemóvel para enviar textos, imagens ou sons, com o objetivo de ridicularizar, ameaçar, atemorizar ou humilhar alguém (a vítima). Este fenómeno tem vindo a alastrar principalmente em meio escolar, causando sério alarme junto de pais, alunos e professores, já que todos podem, de um momento para o outro, ser vítimas.
Temos de denunciar ativamente estas e outras ameaças que a Internet possibilita, até porque queremos e precisamos de uma Internet segura.

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