Correio do Minho

Braga, sábado

- +

A justiça e seus “embrulhos”

O Acampamento do Centenário do CNE

A justiça e seus “embrulhos”

Ideias

2020-12-11 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Não só a nível do Ministério e suas decisões, mas ainda quanto à concreta realização da justiça, resolução de casos e processos pendentes. Quando Costa era ministro da justiça teríamos dito (assegura-nos fonte fidedigna), «que agora é que a justiça vai ficar negra», quiçá prenunciando as “manigâncias” e “malabarismos” do advogado, espertalhão, político ágil, inteligente e habilidoso em ordem a atingir o poder. Em breve alcançado pisando aqui, “mexendo” ali, rodopiando acolá entre apoios e amigos, logo “criou” com sorrisos, promessas, “paleio”, “vacas a voar” e “malta” do aparelho a famosa «geringonça», que lhe deu força para mais sorrisos e até governar. Usando o Centeno e os resultados do esforço do governo anterior, que enfrentou a “troika” em que Sócrates lançou o país, Costa saiu airoso e ufano nas últimas eleições, e, mesmo em minoria, logo “emproou” e fez peito para governar a seu belo prazer, afastando-se um pouco da geringonça e repudiando qualquer acordo com o PSD.
Adivinhava-se um governo em ziguezague, encostado ao Marcelo e às suas balelas de “comentador” político, popular e populista, que o ajudou a aguentar os fogos nos Verões, o desastre das pedreiras, as greves dos motoristas, as “barracas” de alguns governantes e confrades, o caso de Tancos, a saída da Joana, e a sucessão de muitos processos envolvendo políticos, confrades, magistrados, gente do sistema, etc. Com Marcelo na bancada, assistindo e “batendo palmas”, e Costa a governar quase num mano a mano com o PR, que às vezes mandava uns “bitaites”, a Van Dunem vai deixando “correr o marfim” sem propiciar os meios necessários para a solução e rápido andamento de processos graves como os de Sócrates, BES, LEX, GOLD e muitos outros, sendo impossível enunciar os que dia a dia vêm sendo conhecidos, aliás “paridos” por uma democracia enganadora, a dos amigalhaços, negociatas, contratos por ajuste direto, aproveitadores de fundos e dinheiros públicos, entre familiares e governantes, etc, etc. Aliás sucedem-se os “embrulhos” arregimentados nos esconsos caminhos democráticos da administração pública e governamental, “entupindo” a justiça, com todo um “crescer” da criminalidade, compreensível por apenas se ter “vincado” e “sublinhado” direitos e liberdade, menorizando-se e omitindo-se a mais valia dos deveres e obrigações que ombreiam com os direitos e lhes dão sentido e vida.
Vivendo-se tão só o esdrúxulo de utopias, ideias e interesses partidários, caiu-se num mundo obscuro de factos e suspeitosos crimes, em regra legitimados por interesses e conveniência perdidos em intencionais silêncios e outros malabarismos legais e governamentais, e tudo se agravou com uma inesperada pandemia, que chamou a atenção para as inabilidades, falências, debilidades e arteirices dos inaptos senhores do país e do sistema, que, sem soluções viáveis, até falam em “milagre” português. Entretanto continuam por resolver muitos dos casos em que o sistema e algumas personalidades estão mergulhados até aos ossos, não espantando que a justiça continue “coxa”, lenta, e cada vez mais “negra” e “gaga”, com a Francisca a “repescar” o Lopes da Mota, que há anos “lembrara” ao MP o cuidado e perigo em “mexer” num processo de Sócrates, avisando-o, e que para o governo tenham sido chamadas figuras “infetadas” e com “testes” positivos de “colorida e direcionada política”, como um conhecido Morgado e o Antero, antigo “chefe da Secreta”, que hoje “serve” junto ao Cabrita. Um dos muitos magistrados que recebiam “convites” e “bilhetes” para os jogos e camarotes do Benfica.
Daí não ser de pasmar os atrasos, problemas e as decisões nos processos do clube, nem as palavras do Ministro da Educação em reunião com o Baganha e o secretário da Juventude e Desporto, afirmando que «o Benfica está acima da lei». O que se aceita, mesmo sem referir o “Barbas”, eventuais xenofobia, racismo, democracia e esquerda ou o Vieira, metido ou não em problemas com dinheiros, influências, fugas ao fisco, e-mails, telefonemas, compadrios, amizades esquisitas, Rangéis e outras coisas. Aliás o caso de Tancos, em julgamento, vem demonstrando a realidade da “tramóia” havida e das “mentiras” soltas a nível militar e do poder, todos afoitos em se dizerem sérios, imparciais, justiceiros e inocentes pelo seu silêncio e ignorância. Mas o povo não é parvo, paga impostos e tem consciência de que todos procuram ser espertos, mexer os cordelinhos e escolher as cores dos partidos para obter um lugar na administração, pública ou local e abarbatar um qualquer daqueles subsídios “cozinhados” num conluio de esquerdas socialistas e populares, prenhes de loucuras e de utopias xenófobas radicais face a tudo quanto se “apresente” de direita e as impeça de se dedica- rem ao umbigo, aos compadres e à clientela.
Então, continua-se às voltas com as PPP e os negócios suspeitos rodoviários em 2011, e a “mexer” nas virtudes e “pecadilhos” de pelo menos 11 arguidos, 5 deles do governo de Sócrates, lembrando-se nomes como Mário Lino, Teixeira dos Santos, Campos, Costa Pina, Pais Jorge, António Mendoça, Almerindo Marques, ex-Diretor das Estradas de Portugal (que em Abril 2019, em depoimento para memória futura disse que recebeu instruções para destruir documentos)(CM, 18.11.20), sendo que o MP fixou os factos referidos em 16 de Julho de 2010, em que houve renegociações para renovação de portagens nas auto estradas e subconcessões com chumbo do T. Contas. Negócios suspeitos e reuniões “esquisitas” cuja documentação do ocorrido e dos presentes nas mesmas desapareceu surpreendentemente, ou talvez não, sendo que o acervo documental das O. Públicas mudou entretanto de tutela e o Ministro atual não satisfez ainda o pedido do MP de tal documentação, talvez convenientemente perdida!...
Como muito convenientemente a PGR, Lucília Gago, quer agora “castrar” o MP na investigação, “politicamente” controlando os processos em que estão metidas personalidades políticas.
Por causa dos eventuais processos do Galamba e do M. Fernandes relativos aos negócios do hidrogénio verde e do lítio, ou devido ao caso de prevaricação do ex-autarca de C. Branco, marido da deputada Hortense, do PS, muito conhecida tal como os negócios de família. Azar do Costa, note-se, que como uma barata tonta vai governando um país sob pandemia, e atura ainda a Temido, a Graça, os miúdos Tiaguinho, Rebelo, e outros “ganapos”.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho