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Braga, sexta-feira

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A máscara caiu

A avestruz risonha que tocava Strauss

A máscara caiu

Ideias Políticas

2019-03-05 às 06h00

Francisco Mota Francisco Mota

Desde o início desta legislatura que estávamos cientes do caminho de Portugal rumo ao abismo, motivado pelo fanatismo ideológico de uma esquerda que, apenas se uniu, não para ser uma alternativa ao rumo que o país vinha trilhando, mas antes, para não deixar que a direita governasse. Para António Costa, e o seu partido socialista, foi uma questão de sobrevivência política, para as esquerdas radicais, uma questão de birra marxista. Colocando isto no tabuleiro do poder, e lembrando uma expressão popular: “juntou-se a fome à vontade de comer”, no entanto, com um grave prejuízo para o desenvolvimento do país e do bem-estar dos portugueses.

Ao longo dos tempos, tive oportunidade de realçar que as consequências seriam nefastas, porque a opção de prometer tudo a todos, de repor sem cautela, e de gastar mais do que o que se tinha para alimentar clientelas e maquinas de propaganda, voltaria a atrair um cenário negro, recordando um passado, demasiado, recente.

Com a dívida pública aumentar de forma galopante, as cativações sendo as maiores de sempre, e o investimento público o pior da União europeia, rapidamente compreendemos que: o Estado falhou, o programa da geringonça é um flop e o País está à deriva.

A melhor sondagem que podemos fazer, para validar estes dados, é confrontá-los com a realidade. Se não vejamos: a qualidade do serviço público deixou de ser uma prioridade, passando a estar no topo da agenda uma perseguição ideológica. Em primeiro lugar às escolas com contrato de associação, mais recentemente às IPSS, e, espantem-se os portugueses, até às parcerias público privadas com os melhores resultados de todo o país na área da saúde.
Fica claro que, a preocupação do BE e do PCP, não é para com a boa gestão, a qualidade, ou a eficiência dos serviços públicos, o que interessa a estes partidos é que o sistema seja alimentado pelas suas famílias políticas e pelos seus descendentes. É inaceitável que continuem a apregoar-se como estando fora do triangulo da governação, quando são eles que impõem uma cartilha ideologicamente fanática, e de perseguição, a um partido socialista falido e sem coragem política.

Esta é uma governação que enfrenta mais greves do que o governo de coligação em pleno período de assistência financeira, em todos os sectores da sociedade portuguesa. Um serviço nacional de saúde pela hora da morte, com as dividas a fornecedores descontroladas, aumento de listas de espera, incertezas para com o futuro dos médicos e dos enfermeiros crescentes, instabilidade na ADSE e cegueira ideológica no hospital de Braga.

Um profundo desinvestimento na educação, como exemplo disso podemos referir, a contestação dos professores, a falta de funcionários nas escolas, e o atraso em obras urgentes para escolas extremamente degradadas. Um abandono claro das forças de segurança, atacando o estado de direito, sem que se invista num policiamento de proximidade, com o reforço claro dos efectivos, bem como dos meios à disposição para garantir a protecção, segurança dos portugueses e as investigações criminais. Uma justiça dada à orfandade, sem meios nem recursos para afirmar o cumprimento de regras, com oficiais de justiça e juízes a optarem pela contestação.

Os transportes públicos, com a ferrovia à cabeça, com uma baixa execução de fundos, atrasos constantes nos comboios e locomotivas a desmantelarem-se. Na agricultura assistimos a um abandono claro do setor, como é apanágio socialista, com fundos comunitários a serem desperdiçados.

Em suma tudo o que vai dependendo do estado, e deste governo, é o caos instalado. Em período carnavalesco, podemos dizer que, de facto, caiu a máscara à geringonça.

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