Correio do Minho

Braga, quinta-feira

A Opinião de uma Geração

O Estado da União

Ideias Políticas

2015-03-17 às 06h00

Francisco Mota

Um velho ditado popular costuma dizer “mais vale tarde que nunca”, mesmo este facto sendo verdade, acredito que o tarde também acontece porque houve alguém que nunca deixou cair em esquecimento o assunto. E esta novela repetiu-se com uma matéria muito séria da nossa urbe, aliás eu tive a oportunidade de o apelidar como sendo o maior saque às contas públicas bracarenses, claro está, que me refiro à parceria público privada da SGEBE, mais vulgarmente conhecida por “construção dos campos de futebol sintéticos”.

Sem sombra de dúvidas que foi um dos maiores atentados praticados pelo partido socialista às gerações vindouras. Esta opção política condiciona e condicionará por mais de 25 anos a capacidade de investimento e acção do actual e dos futuros executivos municipais. Esta é uma factura aonde o arrependimento não cura e as soluções são escassas. Durante cerca de 1 ano e meio sugeri, alertei e exigi uma nova actuação sobre esta matéria e muito particularmente um novo rosto para liderar e representar o município bracarense ao lema da PPP da SGEBE. Muito tempo depois aquele que considerava ser um cúmplice e ao mesmo tempo co-responsável por todo este processo acaba por ser afastado.

Já tive a oportunidade de referir, a juventude partidária que lidero foi a única a tomar posição sobre esta matéria, mas ainda assim não considero que esta seja uma vitória da JP, mas sim o início de um caminho imposto por uma nova geração que acredita na responsabilização dos agentes públicos e numa nova actuação política que mantenha o respeito inter geracional.

Muito mais que elevar troféus, neste momento necessitamos de dar respostas e criar soluções com o objectivo de não desfraldar os bracarenses mas sobretudo as novas gerações. É cumprir com as pessoas aquilo que sempre defendemos durante anos na oposição. Mesmo não tendo qualquer responsabilidade sobre as opções do passado esta maioria tem, hoje, a responsabilidade em encontrar soluções para os problemas herdados. Dessa forma o recente empossado Administrador desta mesma PPP tem que obrigatoriamente investigar, questionar e agir sobre uma série de dilemas que merecem respostas cabais.

É ou não verdade que existem equipamentos que se encontram encerrados desde 2009 sem qualquer uso até aos dias de hoje?
É ou não verdade que nunca foi realizada nenhuma vistoria técnica à execução dos projectos, de acordo com os cadernos de encargos?
É ou não verdade que existem equipamentos sobre facturados, que já estavam construídos e voltaram novamente a ser pagos?
É ou não verdade que foram facturados alterações a equipamentos já existentes sem que se tenha mudado uma pedra?
É ou não verdade que existem termos de garantia não para o efeito de equipamentos desportivos?
É ou não verdade que foi programada uma entrega apressada dos equipamentos para as juntas de freguesia quando estas mesmas fiscalizações não foram cumpridas?
É verdade ou não que a correcção dos erros estruturais dos equipamentos não é realizada pela SGEB, ou quando o é, demora uma eternidade?
É verdade ou não que estamos em condições de renegociar a PPP e terminar com a construção de mais equipamentos?
Estas e outras perguntas merecem respostas urgentes e objectivas. E esta não é a minha opinião, mas sim a opinião de uma geração.

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