Correio do Minho

Braga, segunda-feira

A Qualificação dos Portugueses

Como sonhar um negócio

Voz às Escolas

2012-01-01 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

O Conselho Nacional de Educação tornou público, recentemente, o relatório ‘O Estado da Educação 2011. A Qualificação dos Portugueses’.
Este relatório dirige-se ao público em geral e não só aos profissionais da educação. O Conselho Nacional da Educação aprecia o desenvolvimento e aplicação das políticas de educação e formação, emitindo pareceres e recomendações, por sua iniciativa ou a pedido do governo.
Uma leitura atenta deste rela-tório permite constatar a situação da educação em Portugal, refletindo alguns dos aspetos que vivenciamos no nosso dia a dia.

Naturalmente, não seremos muito pormenorizados no nosso comentário, apenas pretende-mos apresentar algumas reflexões que mereceram uma atenção mais cuidada.
A educação e formação são setores decisivos na evolução dos países. Não é de mais lembrar que a educação de todos e ao longo da vida impõe-se como necessária ao aperfeiçoamento pessoal e profissional, à adaptação ao mercado de trabalho e à própria sobrevivência. A problemática da educação de todos e ao longo da vida não deve ser equacionada só como um desafio escolar, mas ser colocado a toda a sociedade.

Quando se refere a “qualificação dos portugueses”, estende-se à formação escolar e profissional, adquiridas nos diferentes níveis de ensino e em diferentes contextos - formação inicial, contínua e reconhecimento de saberes adquiridos em diferentes ambientes.

Diz-se que, em termos globais, os portugueses possuem qualificações baixas, mas quando atendemos às diferentes vias de formação de nível secundário o ritmo de conclusão é elevado. Surge, então, a referência e a relevância que devem ser dadas ao processo de reconhecimento, validação e certificação de competências.

Também lemos no relatório que os jovens portugueses estão atualmente muito mais qualificados do que estavam em 2000. O acesso à educação alargou-se de modo significativo em todos os níveis de ensino. Para esta melhoria, muito contribuiu o aumento e diversificação da oferta de educação e formação de nível básico e secundário. Paralelamente sentiu-se o decréscimo do abandono do sistema de ensino sem diploma.

Constata-se ainda que os professores, elementos decisivos no conceito educação para todos, também têm investido na melhoria das suas qualificações.
Neste relatório, identificam-se alguns recursos e estratégias importantes e implicados na melhoria do sistema educativo: renovação de instalações e equipamentos, expansão das bibliotecas escolares, apoios diversificados a alunos e melhor inserção das escolas nas áreas em que se localizam. Destaca-se ainda o investimento muito significativo nas Tecnologias da Informação e Comunicação.

Registam-se alguns avanços na educação de adultos. Destaca-se que é visível na sociedade portuguesa, o reconhecimento da importância da elevação dos níveis de qualificação da população e a valorização social da Aprendizagem ao Longo da Vida.
Considera-se que há uma reconciliação entre os adultos pouco escolarizados com os percursos de educação e formação, valorizando a sua experiência de vida.
A criação dos Centros Novas Oportunidades envolvendo escolas, centros de formação profissional e empresas contribuíram para esta melhoria do nível de qualificações.

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