Correio do Minho

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Abril, mês do laço azul

Nunca é tarde para ser feliz

Abril, mês do laço azul

Voz às Escolas

2019-04-23 às 06h00

Maria da Graça Moura Maria da Graça Moura

“O azul funciona para mim como um constante lembrete/ alerta para lutar pela proteção das crianças”
Bonnie W. Finney

Em 1989, na Virgínia, E.U.A., Bonnie W. Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro para despertar a curiosidade das pessoas. Bonnie Finney era avó de duas crianças vítimas de maus- -tratos e o laço azul simbolizava as nódoas negras nos corpos dos seus netos. Nasce, assim, a Campanha do Laço Azul (Blue Ribbon), cujo objetivo é a prevenção, a promoção e proteção dos direitos das crianças, no que respeita, sobretudo, aos maus-tratos.
Neste mês de abril, mês da prevenção dos maus tratos na infância e juventude, nada é demais para consciencializar as famílias, a escola e toda a comunidade, contribuindo para o fortalecimento dos laços familiares.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera os diferentes tipos de violência como um problema de saúde pública, com consequências físicas e psicológicas gravíssimas e com custos sociais sérios. A violência é um fenómeno universal sem limites culturais, sociais, ideológicos ou geográficos, envolta ainda num pacto de silêncio, principal responsável pelo também ainda tímido diagnóstico e pelo reduzido número de denúncias. A OMS define abusos ou maus-tratos às crianças como todas as formas de lesão física ou psicológica, abuso sexual, negligência ou tratamento negligente, exploração comercial ou outro tipo de exploração, resultando em danos atuais ou potenciais para a integridade física e emocional da criança.
A APAV, associação de apoio às vítimas de violência, refere que a complexificação e diversificação das formas de violência, de que as crianças e jovens têm sido alvo, obrigam a novas metodologias de intervenção, de prevenção e de formação. Alerta para a importância de uma maior sensibilização da sociedade para as necessidades das crianças, através da adoção progressiva de um papel mais responsável e defensor do seu bem-estar.
Cada vez mais, a problemática da violência em contexto escolar está na ordem do dia. A indisciplina, o vandalismo, o bullying, violência no namoro, agressões a professores, a assistentes operacionais, a alunos, roubos, constituem uma grande preocupação de toda a comunidade educativa. Detetar e combater a violência em contexto escolar tem sido um grande desafio para os profissionais da área da educação. Não existe uma fórmula rápida e eficaz de acabar com esta prática. Desentendimentos, discussões e brigas, sempre acontecerão entre crianças e jovens. Mas torna-se cada vez mais urgente ensiná-los a desenvolver empatia, respeito e cidadania, para que saibam distinguir o que é engraçado do que é desumano.
O acompanhamento permanente e a cooperação entre a família e a escola são fundamentais para prevenir comporta- mentos indesejáveis e eliminar situações de violência.
O concelho de Braga tem sinalizadas algumas centenas de casos de maus-tratos. Ao longo deste mês, o Município de Braga promoveu um conjunto de iniciativas visando a prevenção, como palestras, workshops e exposições, e que terminam no dia vinte e nove, com a realização de um cordão humano no centro da cidade.
O “mês azul” envolve muitas entidades no desígnio de cuidar bem dos mais novos e combater a violência.
Todos, somos poucos na prevenção. Todos juntos, podemos fazer a diferença!

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