Correio do Minho

Braga, terça-feira

Abril, um desafio sempre inacabado

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Ideias Políticas

2016-04-26 às 06h00

Pedro Sousa

Assinalamos, ontem, 42 anos desde a revolução dos cravos, a revolução da liberdade e da democracia.
Continuar a recordar e celebrar o 25 de Abril é reafirmar os valores matriciais da revolução e a conquista de direitos sociais e políticos que abriram caminho a transformações profundas em todo o nosso País e cujas marcas estão bem presentes no Concelho de Braga.
Este ano, não podemos, também, deixar de, a respeito do aniversário da revolução, fazer uma especial referência aos 40 anos da Constituição, guardiã dos princípios e valores fundadores da Democracia e lei fundamental da República Portuguesa, bem como, aos 40 anos das primeiras eleições do Poder Local Democrático, cuja acção transformadora foi responsável por algumas das mais importantes realizações que marcam a fronteira do Portugal que fomos, para o Portugal que somos.
A este respeito, até porque, em Braga, o Partido Socialista foi o grande responsável por estas conquistas e um baluarte de progresso e desenvolvimento, não podia deixa de referir que, em grande medida, foi pela acção do poder local que se consolidaram muitos dos mais elementares direitos das populações - podendo, a título de exemplo, referir o direito ao saneamento básico, ao abastecimento de água, escolas, equipamentos culturais e desportivos caminhos, caminhos e tantas outras dimensões essenciais à qualidade de vidas das comunidades que, hoje, pelo facto de, desde há várias décadas, fazerem parte do nosso dia-a-dia parecem ter feito, sempre, parte das nossas vidas.
Quarenta e dois anos depois e reconhecendo muitas das virtudes da revolução importa, agora, pensar no muito que ainda falta fazer para, enquanto Nação e País com quase novecentos anos de história, termos um futuro mais risonho.
É inquestionável que Portugal fez, desde a Revolução dos Cravos, um longo e profícuo caminho em muitas áreas, desde a Educação, à Saúde, desde logo com o SNS, à Segurança Social pública.
Ainda assim, a dureza do presente impõe-nos enfrentar com coragem os problemas, crescentes, da exclusão e da desigualdade. São muitos, demasiados, aqueles que, hoje, em Portugal vivem em situação de precariedade, desemprego e falta de apoios sociais. E a verdade é que todos esses olham para as celebrações do 25 de Abril com desdém, sentindo-se traídos pelas promessas de democracia, liberdade e igualdade que a revolução preconizou.
É aqui que é preciso intervir. A democracia, a liberdade, igualdade não podem ser, apenas, palavras vãs e distantes, tendo, pelo contrário, de ser a realidade palpável de todas as pessoas.
De forma a que isto se concretize, é absolutamente necessário que a política regresse aquilo que nunca deveria deixar de ter sido.
O primado das pessoas, prestando especial atenção a todos aqueles que se encontram nas margens da sociedade: os doentes, os famintos, os pobres, os perseguidos ou os deslocados à procura de abrigo.
Não esquecendo, obviamente, os mais novos. As crianças e os jovens que, como imperativo do qual não podemos, nunca, desistir, devem poder sonhar grandes sonhos no seu País.



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