Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Adeus à Troika

A União Europeia e os Millennials: um filme pronto a acontecer

Ideias Políticas

2014-04-08 às 06h00

Hugo Soares

“Sempre encarei um pedido de ajuda externa como uma solução de último recurso… Mas em consciência julgo que chegamos ao momento em que não tomar essa decisão acarretaria riscos que o País não deve correr.”

Fez no passado dia 06 de Abril precisamente três anos que José Sócrates, com aquelas palavras, anunciou aos Portugueses a decisão inadiável e inexorável de pedir um resgate financeiro que evitasse uma eminente bancarrota. Sabe-se hoje, com exatidão, que os riscos que o País então corria eram os de não cumprir as suas mais básicas obrigações como pagar salários ou pensões pela latente falta de capacidade do Estado em se financiar. Razões: um défice público descontrolado e uma dívida pública avassaladora.

Três anos volvidos, três anos de Troika em Portugal e três anos de pesadíssimos sacrifícios para os portugueses com elevados custos sociais, Portugal prepara-se para terminar o seu programa de resgate, dizendo um adeus à Troika que se espera para sempre. É já em Maio que ultrapassamos o período de emergência nacional em que vivemos e entramos num novo ciclo que, não sendo de emergência como o anterior, é de igual responsabilidade e exigência.

Mas é bom lembrar todos quantos diziam que Portugal não escaparia a um segundo resgate. Não é de mais recordar aqueles que apregoavam que o caminho que o Governo estava a seguir levaria a uma espiral recessiva da qual não sairíamos, levaria ao agravamento constante do desemprego e nos conduziria, impiedosamente a um novo pedido de ajuda externa. Enganaram-se (ou mentiram). Venceram os Portugueses, ganhou o Governo.

Três anos depois, o défice que era então de cerca de 10 % encontra-se abaixo dos 4,9% , a dívida pública está controlada e a taxa de juro a dez anos nos mercados ronda os 3,8 % (é bom dizer que já esteve em 17%!!!!!).

A economia está a crescer, o desemprego a diminuir e o emprego a aumentar. As exportações continuam a ser o motor da nossa economia que sofreu profundas alterações estruturais.
O Estado Social não acabou, como alguns - indecentemente - preconizaram, antes tem sustentabilidade. Hoje, temos um País mais justo e mais organizado.

Reorganizou-se os serviços da administração, fundiram-se institutos, extinguiram-se fundações, agregaram-se freguesias e fecharam-se os Governos Civis. Iniciou-se uma profunda reforma na Justiça e voltou apostar-se na agricultura. Isto e muitos terá que ser contabilizado quando compararmos o País de 2011 e país que somos. Portugal mudou para melhor.

Muitos dos leitores perguntar-se-ão porque é que ainda não sentem todas estas melhorias que o País - no seu todo - apresenta. A resposta é que infelizmente os ciclos económicos não se repercutem imediatamente na vida das pessoas. Como é bom de ver quando Portugal caminhava alegremente para a bancarrota, Sócrates aumentava salários e baixava impostos e ninguém achava que vivia pior. Ora, o drama (e a fatura!) veio depois. Assim sendo, os Portugueses sabem que os sinais de franca recuperação que o País hoje apresenta se farão sentir como melhorias na sua qualidade de vida.

Um novo ciclo de esperança, sustentabilidade e responsabilidade inicia-se em Maio quando dissermos adeus à Troika. Mas que fique claro: graças aos Portugueses, à determinação e competência de quem nos Governa e apesar dos velhos do Restelo!

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.