Correio do Minho

Braga, sábado

Ainda o sistema bancário

Serviços de pagamento: mudaram as regras

Ideias

2017-03-14 às 06h00

Paulo Monteiro

As palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, na sexta-feira, não caíram bem a muita gente. Volto a repetir: a ligeireza com que fez a afirmação fere o mais comum dos portugueses. Todos os dias vemos as notícias e comentamos. Mas muitas vezes também ouvimos o que o simples português comenta e ficamos revoltados porque lhe temos de dar razão.

Um destes dias, um grupo de amigos falava à mesa de um café da lista dos grandes devedores aos bancos e, de repente, um deles disse: “mas porque é que não acontece nada a ninguém? Eu tenho uma empresa. Se amanhã precisar de dinheiro para pagar dívidas ou salários, vai ser o Estado (ou seja, os portugueses) a dar-me dinheiro para eu pagar o que devo?”.

Começaram-se a rir... “tu é que és lírico”, responderam. Mas... lá no fundo acaba por ter alguma razão. Então não são os portugueses que têm pago as facturas dos bancos privados, como foram os casos do BES, BANIF e BPN... mesmo tendo os dois últimos passado posteriormente para a esfera pública? No fundo a essência é a mesma... os devedores é que não.

Já é tempo de, uma vez por todas, não brincar com o bolso dos portugueses, tanto mais que a nossa carga fiscal atingiu em 2015 o valor mais elevado desde 1995, representando 34,4% do PIB, tendo aumentado mais de cinco pontos percentuais nos últimos 20 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística divulgados no início do mês. E, depois... há mais: são os confrontos directos na Assembleia da República, são as histórias dos offshores, são os processos jurídicos que nunca mais acabam. E depois... queixem-se se os populismos chegarem ao nosso pacato Portugal.
Não é justo...
Os portugueses merecem mais e merecem mais respeito.

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