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Ideias Políticas

2020-02-18 às 06h00

Rita Barros Rita Barros

A propósito dos anúncios pagos pela InvestBraga – Agência para a Dinamização Económica de Braga à empresa The Financial Times , Lda., importa distinguir o legítimo do ilegítimo.
Parece-me que não está em causa a opção de uma organização que promove o investimento na cidade de Braga; o que é digno de crítica é membros do edil bracarense e dos partidos que os suportam partilharem um ranking como se de uma vitória sem intervenção de interesses comerciais se tratasse.
É um facto que o contrato registado no Base: contrato públicos on-line (base.gov.pt) corresponde à compra de publicidade no suplemento da fDi Magazine (revista do grupo empresarial The Financial Times), que na sua edição de Junho/Julho 2019 é totalmente dedicado a Braga.
E é também facto que o espaço publicitário ocupado pela InvestBraga, na página 19 do suplemento fDi “Special Report” da edição de Fevereiro/Março 2020, é um anúncio pago (supõe-se que o contrato com o empresa referente a este anúncio será publicado em breve no Base:, momento em que saberemos quanto custou).
Outro facto ainda é o que o jornal The Financial Times não ser o mesmo que o fDi Intelligence – lquem produziu os panfletos referidos, e que se declara como um prestador de serviços relacionados com investimento estrangeiro directo, como“como líderes mundiais na promoção do investimentos e soluções de desenvolvimento económico” que se declaram, ajudando “agências de promoção de investimento, organização de desenvolvimento económico e outras organizações governamen- tais a atrair investimento.” [www.fdiintelligence.com]. É, portanto, importante não confundir esta marca, esta publicação, este serviço, com o jornal do grupo empresarial.
Facilmente se verificará que o suplemento do referido jornal - fDi Magazine – cuja edição Junho/Julho de 2019 a promoção de Braga ocupou, serve o propósito de receber publicidade paga. É igualmente simples confirmar que o mesmo ocorre com esta publicação de rankings, cujas páginas que sobram dos ditos rankings são ocupados por promoção das cidades pelos próprios municípios ou organismos públicos relacionados com investimento e turismo.
Querer-se fazer passar por ingénuo quando se “esclarece” que a publicidade paga não se relaciona com a integração de Braga nos rankings promovidos na publicação deste mês mas que ela é é totalmente devida à capacidade extraordinária deste executivo é baralhar e voltar a dar, como se fossemos todos crédulos ao ponto de achar que os lugares no dito ranking se baseiam unicamente em dados estatísticos e não numa relação comercial entre a InvestBraga e a referida empresa.
Sendo uma opção legítima e justificável a divulgação em mercados externos com vista ao investimento nesta cidade, é ilegítima a manobra de propaganda para consumo interno da população da cidade, celebrando uma conquista que não o é.
Não é a Direita que costuma apregoar que “não há almoços grátis”? Parece-me que este será um bom exemplo.

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