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Alternativa viável

Generosidade q.b.

Alternativa viável

Ideias Políticas

2024-02-28 às 06h00

José Manuel Cruz José Manuel Cruz

Pedro Nuno Santos (PNS) afirmou que endossaria um governo minoritário AD «se não tivesse alternativa viável». Ou seja, atrás ficasse o PS, mas com geringonça a alourar, e do mesmo os três se serviriam, ou quatro, no que sobrasse um pirinhos de pipis de síntese molecular para o PAN. Luís Montenegro (LM) teve artes de não lhe responder, porque manifestamente seja lerdo a fazer sentido em cima do momento e, pior ainda, porque não treine para rebater os trunfos demagógicos que o opositor possa esgrimir.
Não fugiu LM ao beijo de Judas, nem da guarda da outra face cuidou, quando deixou passar a assistência para golo contida na invectiva de que não tinha experiência governativa, ao que de pronto poderia ter cozido um aparte cortante do tipo «saiba eu ou não, facto é que o senhor não soube». Enfim, que pode o eleitor português fazer, se sente que não valha a pena chamar a provas LM, e que menos sentido encontre em repescar PNS, que é só da boca para fora, e nisso já sature?
Sangra, PNS, porque haja um Portugal de má índole que bate a tecla «do tudo está mal». Porque se apoquenta, pergunto, se o eleitor grato pelos avanços não lhe faltará, ou temos memória que do bom se mude para o mau? Com todos os pecados que lhe colavam, não saiu Passos Coelho vitorioso no escrutínio de 2015? Foi curto, sabemos, porque o parceiro de aliança se tivesse claramente desqualificado, valendo uma miséria em implantação.
Que vale o CDS? Que vale uma aberração monárquica de nulo apelo? Bem vistas as coisas, o PSD apresenta-se a votos sozinho, como a uma voz diz o padre a missa, quantos não sejam acólitos. Valerá o Chega, por hipótese, o que já valeu o CDS? Talvez venha a valer mais, mas fixam que o arranjo seja fétido. Quem não se lembra da demissão irrevogável de Portas? Unhas que LM não tem para tocar o bandolim Ventura. Dedos e ouvido que não teve para o afinar, para o chamar a moda bailável. Se houver uma maioria de direita, diz o Ventura, a direita governará com ou sem Montenegro. Esta bateu-a o renegado na pele, não no aro, esta foi com brilho, com o gingar largo do malho do bombo rodado ao ar, ao jeito dos Voluntários de Baião.
Debates frágeis, repetitivos, disse-se. Embates a que por incultura dos candidatos, quiçá dos entrevistadores, terá faltado a política internacional. Em suma, sem desprimor para Guterres ou Durão Barroso, em que instâncias conta o que barateiro português diga? Questão de calibre: asneiramos dentro de portas, porque fora delas não falta quem o faça, e é ver o comunicado recente do G7. Radiosos com tanta sanção, dizem «que continuarão a fazer crescer o custo da guerra». Como se o desgaste e a depreciação não se fizesse sentir sobre nós! Bem sei que não haverá alternativa viável à guerra, ou talvez haja, e a guerra seja apenas uma teima que se esfume a seu tempo, como o covid.
Sábado abriu a Expo-agrícola. De França falo. Abriu com mais de quatro horas de atraso, em virtude dos afrontamentos suscitados por Macron. O Presidente francês acha a repulsa que lhe é votada uma manobra da extrema-direita. E ninguém lhe ter perguntado pela simpatia de 31 filiações profissionais que se baldaram para o almoço, das 33 que convidou! No domingo, como agendado, deambulou pela feira o líder do RN. Fê-lo com dignidade e não consta que nenhum stand tenha fechado à sua aproximação, contrariamente ao que foi feito a Macron.
Putin matou Navalny. Ou terá sido um coágulo. Estaria o herói para ser trocado no Checkpoint Charlie. Azar de Vadim Krassikov. E o Assange?
Lanço facas, como artista de feira. Lanço-as com convicção a alvo alternativo, a alvo viável.
NB. Texto IA livre.

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