Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Amor para a vida

O mito do roubo de trabalho

Escreve quem sabe

2015-02-15 às 06h00

Joana Silva

Teve lugar nesta última semana em especial, uma decoração romântica em muitas vitrinas de lojas. Não faltaram muitos corações, o cupido brincalhão que há até quem o apelide de “trapalhão” (no sentido mais cómico), expresso por todos (as) aqueles (as) que efetivamente ainda não encontraram o “par ideal”. O dia 14 de fevereiro faz jus à celebração do amor.

Um dia que deve ser celebrado por todos (as) apesar de os mais “resistentes e racionais” considerarem que já não há idade para comemorações e que as mesmas são mais adequadas para os mais jovens, o que não é verdade. O ranking dos desejos e sendo a sua ordem diferenciada é ocupado nos três primeiros lugares, por saúde, sucesso (seja profissional ou monetário) e um amor perfeito. Ora relações perfeitas não existem mas podem ser construídas.

Psicólogos entre outros especialistas que se debruçam na temática das relações atestam que existem algumas atitudes/ações que podem conduzir ou contribuir uma relação à rutura. Apontam, por exemplo, o excesso de expetativas face à (ao) companheira(o), onde os feitios devem ser harmoniosamente perfeitos, quando há partida o mais certo é não serem (salvo raras exceções), pois o que seria então da tão famosa expressão popular, “os opostos atraem-se”?!

São justamente as diferenças que aceites por ambas as partes fortalecem uma relação, porque um complementa o outro. Por conseguinte, a comunicação também é fundamental, porque como em todos os casais, o conflito está iminente basta haver a discordância de algo, seja ponto de vista, opinião ou até ação. A acumulação de problemas contidos e não expressados gera tensão interior e esse efeito “bola de neve” pode “derrapar” a relação “mais dia, menos dia” porque não se expressa o que se sente (ex.“Fiquei sentido(a) porque cumprimentaste o teu/tua ex namorado (a) de forma muito calorosa”) ou o que se necessita (ex. “ Precisava que me ajudasse mais nas tarefas domésticas”).

O diálogo é importante de uma forma assertiva e nunca agressiva. Agressividade gera agressividade e a razão aqui perde-se. Por outro lado, há também mal-entendidos que dependem em muito do registo positivo ou negativo de pensamento do recetor da mensagem. Exemplificando,“ Antes gostava de te ver com essas calças, agora não!”, em que se deturpa em pensamento automático “ hum… Adorava ver-me com estas calças e agora não?! Pronto já não gosta de mim!”, quando na realidade o tema central se foca simplesmente nas calças e não no gostar ou amar da pessoa em si.

Estes mal-entendidos devem ser verbalizados e esclarecidos, porque na maioria das vezes, o silencio ocupa lugar e a sentimentos menos bons (baixa auto estima, tristeza, ansiedade). É difícil um casal comunicar telepaticamente a fim de analisarem estados de alma ou comportamento, dir-se-ia mesmo impossível. Outro grande problema prende-se com ultimatos nomeadamente de âmbito de lazer. Muitos casais deixam de sair com os amigos ou praticar algum desporto, porque um dos elementos que compõem a relação simplesmente não gosta, vivendo assim “um para o outro”.

Este “novo modo de viver” que conduzir a relação à saturação. Não é de todo saudável, porque mesmo na existência de uma relação deve haver lugar e espaço para a vida social e do casal. O segredo de uma relação perfeita é basicamente o respeitar e aceitar as diferenças de ambas as partes, confiança mutua e a resolução de conflitos. É assim que a felicidade é construída! Viva o amor todos os dias!

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