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Amor por si próprio

Avaliação no 2.º período na Escola Secundária Carlos Amarante

Amor por si próprio

Escreve quem sabe

2021-02-28 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Toda a gente tem aqueles dias, em que se gosta mais de si, e tem outros dias em que se gosta menos. É normal. O que não é tido como normal é quando não se gosta de forma alguma, onde não há hipótese para qualquer qualidade mas sim, para uma panóplia de defeitos. Amor-próprio é sinonimo de ter auto - estima. Amor-próprio é ter-se respeito. Amor-próprio é não se relegar para o último lugar (“deixar ficar-se para trás”). Amor-próprio é valorizar-se, mesmo que à sua volta afirmem o contrário. Amor-próprio é sentir bem-estar no “ser-se” tal e qual como se é, sem máscaras. Há quem diga que, são as circunstâncias da vida adulta que “abalam” o amor- próprio. Na verdade, embora esteja no lacrado a “sete chaves” no inconsciente, a falta de amor-próprio vem de situações vividas menos positivas durante a infância que depois tem influência na vida adulta. Se por exemplo, durante a infância, se sentiu rejeitado/a ou desprotegido/a emocionalmente pela sua família (no sentido popular, “falta de amor”, sentia que “não se importavam”, quando algo acontecia “atribuíam-lhe sempre as culpas”), poderá ter consequências, por exemplo, numa relação que “não tem futuro”, mas que você, por mais que os sinais sejam mais que evidentes, sinta que “deve lutar”, anulando-se a si próprio/a. Quando existe falta de amor-próprio está associado um sentimento de rejeição por parte de pessoas significativas para nós, tais como pais, namorado/a, marido ou esposa, amigos, pessoas que “sentimos como importantes” na nossa vida. Na realidade, “não ter” amor-próprio permite não validar com clareza as coisas positivas que a vida ofereceu também. Quando alguém tem pouco amor-próprio, está mais vulnerável, ao impacto de situações negativas. Se perder, por exemplo, a compra de algo que gostaria muito, certamente que essa situação “estragar-lhe-á mais o dia” do que se tivesse mais feliz e mais positivo perante a vida. O pouco amor-próprio, faz com que se valorize mais, terceiras opiniões, que na grande maioria das vezes não contribuem em nada para a felicidade, muito pelo contrário. Há mensagens más, que são muitas vezes transmitidas por palavras, que se fingem de boas. Pessoas que disfarçam criticas negativas, por criticas construtivas, como se estivessem a realizar “ a melhor ação do dia”. Você tem de confiar em si. A confiança faz com que se saiba distinguir e “estar mais atento/a”, aos sinais verbais e não-verbais (expressões faciais e corporais) para discernir, o que é certo e o que é errado. A confiança em si, é uma força inabalável que também as outras pessoas percebem em si, e neste sentido comentários depreciativos fazem “ricochete”. O amor-próprio não é uma espécie de narcisismo em que a pessoa deve estar em primeiro lugar e desrespeitar os outros. É sim, perceber que tão importante como ter empatia pelo próximo é respeitar também as nossas necessidades, objetivos e sonhos. O amor próprio passa também pela nossa própria imagem, o “pôr-se bonito/a”. Há quem tenha por “meta” ficar bonito/a para os outros verem, numa espécie de competição “quem consegue sobressair mais.”. As pessoas tem de se pôr bonitas, em primeiro lugar para si próprias. Há alturas da vida que quando o ânimo está mais diminuído não se tem tanto autocuidado. É importante, “cuidar-se” na sua imagem pessoal. Mesmo que não vá a “lado nenhum em especial” vista-se como se fosse para esse local especial. Mantenha sempre a sua rede de amigos. Não existem pessoas perfeitas e os amigos “à sua maneira” e embora nem sempre se compreenda as “estranhas formas de amizade”, os verdadeiros, sempre aparecem quando a vida não sorri. Você ultimamente tem se amado ou maltratado? Se efetivamente se tem maltratado, analise as questões pelas quais se culpabiliza tanto e se essa responsabilização a qual se atribui se é verdadeira ou não. Se sente que a sua vida se resume como se estivesse perdido/a no mar, de noite, à deriva e seguro/a a um tronco de árvore, se não vê ninguém e não sabe como sair da situação e já lhe faltam as forças. Se acha que não pode fazer nada e o seu destino se circunscreve a essa mesma fatalidade, lembre-se dos pontos fulcrais positivos da situação …. Você ainda está agarrado/a a um tronco de arvore. Tem o tronco que não o deixa afogar. Também não está ninguém a puxa-lo /a para baixo e sol, mais hora menos hora irá nascer. Você não “está no fim da linha”, você, ainda pode recomeçar, sempre! Vá à luta e não se esqueça nunca de si.

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