Correio do Minho

Braga, terça-feira

André Soares - Fios que tecem história!

Tancos: falta saber quase tudo

Voz às Escolas

2016-09-12 às 06h00

Maria da Graça Moura

Setembro é o mês mais desafiante de todos para a vida escolar! Mais um ano letivo se inicia...e com ele, novas expectativas, novos projetos, novos anseios, novos desejos de que tudo ocorra dentro do esperado.
Apesar dos constrangimentos causados pelos problemas ainda não resolvidos, a vontade que nos anima e as razões que nos assistem, são o motor para prosseguirmos nesta renovada e aliciante aventura de trabalhar todos os dias na procura incansável do melhor, da excelência, numa permanente insatisfação para vencer com êxito as dificuldades que, naturalmente, iremos enfrentar.

O arranque de um ano letivo é sempre um momento de renovação e inovação porque se inicia um novo ciclo, chegam novos rostos, constroem-se novas amizades, novas rotinas, novas experiências. Entre reencontros saudosos e abraços calorosos, há sempre novidades e histórias para contar.
Eu também tenho uma experiência para contar e vou aproveitar este momento para a partilhar, porque ela faz parte dos fios que tecem a história de uma grande escola e fazem-nos sentir o valor de ser PROFESSOR!

O mês de agosto é o tempo das festas, passeios e divertimento. Vemos e revemos familiares, amigos, gente de fora que só vem à terra nesta altura, ou emigrantes que só terminam as férias no dia seguinte à festa de aniversário dos familiares mais chegados ou da tradicional festa anual, em honra de Nossa Senhora.

No meio de toda esta azáfama estival, tive a oportunidade ímpar e o prazer de rever e abraçar antigos alunos que me passaram pelo coração, num encontro de amigos, numa destas festas de verão. Muitos desses alunos estão espalhados por essa Europa fora! Por este País de Norte a Sul! Encontrarem-se nesta altura, foi uma alegria imensa, manifestando um querer e sentir tão particular dos portugueses!

Olhar aqueles rostos adultos, de sorrisos rasgados e felizes pelo reencontro, e recordar neles as crianças pequenas que tanto cresceram, foi um extraordinário exercício de memória. Recordaram-se histórias, episódios, hábitos e práticas de alguns alunos irrequietos e malandros, mas ao mesmo tempo inteligentes e perspicazes. Apesar de já terem passado muitos anos, estes jovens ainda se lembram do nome dos colegas, dos professores, dos funcionários e das peripécias que viveram nos recreios da escola.

Neste encontro, a cada lembrança vinha outra na sequência, e as emoções que recordamos foram as que ficaram na memória destes alunos da velha Escola André Soares e eu deixei-me pasmar, encantar e fascinar por esta revisitação. Estes “tesouros” fazem parte de nós e através do olhar sobre estas histórias, encontrei novos significados para o meu presente. Senti-me muito orgulhosa porque percebi que o exercício de ser professor, de formar pessoas, despertar vocações, servir os outros e fazê-los felizes é o alicerce da construção de um mundo melhor.

Percebi que a escola André Soares se eternizou na memória destes jovens. Percebi que os bons professores deixam marcas, e podem, assim, tornar-se imortais. Os bons professores não nascem bons - fazem-se! Fazem-se quando acreditam que ser educador é ser semeador e ao mesmo tempo jardineiro comprometido com a sua missão.

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