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Ideias

2015-01-02 às 06h00

J.A. Oliveira Rocha J.A. Oliveira Rocha

Pertenço ao número cada vez maior de portugueses que quando algum membro do governo aparece na televisão muda de canal. Não é que tenha receio de ser influenciado pelo seu palavreado, de resto pouco colorido e semeado de lugares comuns e chavões. Mudo porque já estou farto de aturar esta gente que governa o país.

Vem isto a propósito da notícia do discurso do Primeiro-Ministro que terá apelado aos eleitores para não deitarem tudo a perder nas próximas eleições. Segundo o mesmo, “vem aí um futuro para todos nós”, já que entramos numa nova fase. Uma fase de crescimento, de aumento de emprego e de recuperação dos rendimentos das famílias. Entramos numa nova fase em que podemos sentir confiança no futuro. “O objectivo deste governo tem consistido em construir uma sociedade com mais emprego, mais justiça, menos desigualdades, em que não haja privilégios nas mãos de um pequeno grupo com prejuízo de todos. Queremos que todos tenham uma oportunidade de decidir a sua própria vida”.

Em resumo, o Primeiro-Ministro promete aos portugueses um mundo novo para homens novos, pobres, resignados, obedientes aos do governo que são eles, os do governo. O que é necessário é votar neles, deixá-los trabalhar e ter fé no futuro. Um mundo Maravilhoso!...
Mas baixemos da utopia e da mentira descarada à realidade. Para a Comissão Europeia, o governo português está perder fulgor no saneamento das contas públicas; cometeu um erro ao subir o salário mínimo em 15 Euros; Portugal irá violar o Pacto de Estabilidade em 2015, já que se prevê um défice de 3.3%; além de ter embarcado numa retórica de optimismo ao aproximarem-se as eleições de Outubro de 2015.

Em síntese, para a CE o que o governo fez não é suficiente, esperando-se que aumente a austeridade.
Entretanto, o que pensam os portugueses? A acreditar nas sondagens, não acreditam na retórica governamental, já que se anuncia uma derrota eleitoral da coligação. E, na verdade não têm razões para estarem felizes, já que o dito milagre económico foi feito com menos salários e pensões e mais impostos.

O desemprego ronda os 20% se acrescentarmos aos números oficiais o desemprego jovem, a emigração e os que desistiram de procurar emprego por via oficial. Por outro lado, as empresas públicas rentáveis foram vendidas ao desbarato e grande parte das pequenas e médias empresas estiolaram ou morreram. Esta gente que nos governa destruiu este triste e pobre país e sobretudo destruiu a esperança e os projectos de futuro. Mais que correr com eles, é necessário exorcizá-los.

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