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Aprender para ensinar a adaptar

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Aprender para ensinar a adaptar

Voz às Escolas

2021-04-15 às 06h00

Ana Maria Silva Ana Maria Silva

Num artigo do itchannel, em 14-09-2018, podia ler-se “De acordo com um estudo da Kaspersky Lab., 40% dos estudantes estão a preparar-se para empregos que ainda não existem. […] É surpreendente que apenas 40% dos alunos assumam que as suas carreiras ainda não existem, uma vez que quase todas as carreiras sofrerão alterações exponenciais durante os próximos 20 anos à medida que a indústria e a tecnologia 4.0 – e especialmente a Inteligência Artificial – revolucionam o mundo do trabalho e as aptidões e conhecimentos necessários”, afirma Steve Sully, diretor adjunto da agência de recrutamento global Robert Half Technology, num comunicado. “A adaptação e a aprendizagem são essenciais, pelo que os estudantes devem sempre considerar a forma como as suas aptidões se podem adaptar a qualquer carreira que acabem por escolher” (https://www.itchannel.pt/news/negocios/).
Ao ler este excerto, relembrei uma frase de Paulo Freire “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (Freire, 1996. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa). É esta tripla missão do professor - ensinar, aprender e fazer aprender – que está a ser fundamental neste momento particular da nossa história coletiva. Todos os professores e todos os alunos têm de considerar o processo de ensino e de aprendizagem como um processo de adaptação a ambientes diferenciados que lhes permitem desenvolver todo o seu potencial.
Desde março de 2020, que professores e alunos viram o seu mundo ser revolucionado pela pandemia, que os obrigou a um ensino não presencial, com recurso a meios tecnológicos. O desafio colocado prendia-se com a utilização das tecnologias digitais e dos ambientes virtuais de aprendizagem. Era urgente aprender para ensinar e fazer aprender. Foram, e continuam a ser, momentos de muito trabalho e de aprendizagem permanente. Foi necessário desenvolver aptidões e adquirir conhecimentos para conseguir continuar com a tarefa de ser aluno e de ser professor.
É com orgulho que afirmamos que os profissionais da Martins Sarmento souberam vencer o desafio e continuar a trabalhar com os seus alunos em projetos que já faziam parte da vida coletiva da escola. Desde outubro, que alunos e professores do 2º ano dos cursos profissionais trabalharam num projeto de empreendedorismo económico, no âmbito da Estratégia de Educação para a Cidadania na Escola.
Este projeto decorre do Programa “A Empresa “da Junior Achievement Portugal (JAP). Os resultados das candidaturas foram anunciados no dia 9 abril, e a Escola Secundária Martins Sarmento contou com nove miniempresas apuradas para a JAP Unlimited do Porto. Pelo segundo ano consecutivo, a ESMS foi a escola com mais projetos apurados. Tudo aconteceu com recurso às tecnologias digitais e a ambientes virtuais de aprendizagem.
O projeto Eco-escola também continuou a desenvolver as suas atividades com recurso a ambientes virtuais, designadamente o projeto “Ave para todos” que decorre através da plataforma Zoom.
Mas também houve projetos novos com os quais saímos vencedores logo na primeira vez. Os alunos da Turma de Economia do 11º SE3, participaram nas Olimpíadas de Educação Financeira da 11ª edição do projeto “No Poupar é que Está o Ganho”, que visa promover a educação financeira, numa parceria com a Fundação António Cupertino de Miranda e foram os grandes vencedores a nível nacional no escalão de ensino secundário. Este ano, as Olimpíadas de Educação Financeira decorreram em formato online.
A participação em todos estes projetos permite o desenvolvimento de competências de autonomia, de cooperação entre alunos, de organização e de gestão de tempo. Sobretudo, permite o desenvolvimento das múltiplas competências inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Acreditamos que estamos a ajudar os alunos a perceber que “as suas aptidões se podem adaptar a qualquer carreira que acabem por escolher”.

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