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Arte e alterações climáticas

Vida e Obra de Paulo Freire – Parte III

Arte e alterações climáticas

Escreve quem sabe

2023-05-27 às 06h00

João Ribeiro Mendes João Ribeiro Mendes

Vai decorrer entre 1 e 3 de junho, no Mosteiro de Ancede-Centro Cultural, em Baião, a edição de 2023 do Green Marble-Encontro de Estudos do Antropoceno e Ecocrítica, subordinada ao tema “Ecoturismo e Ecoviagens no Antropoceno”, contando com a participação de mais de duas dezenas de conferencistas nacionais e internacionais.
No seu âmbito, realizar-se-á, no primeiro dia, a exposição “Arte e alterações climáticas”, com a curadoria de Isabel Ponce de Leão e Maria do Carmo Mendes. Trata-se de uma mostra de contributos de 67 artistas, incluindo uma variedade de obras de arte, como pinturas, esculturas, fotografias, instalações e obras audiovisuais.
A exposição “Arte e alterações climáticas” encontra-se, de certo modo, na esteira da que ocorreu em 2018 no MAAT de Lisboa, com o título “Eco-Visionários: Arte, Arquitectura após o Antropoceno”. Entre as duas, todavia, o mundo mudou significativamente e nem a pandemia de permeio foi capaz de travar o agravamento das alterações climáticas. Efetivamente, os efeitos das atividades humanas no meio ambiente não têm cessado de se tornar mais evidentes, com eventos climáticos extremos, perda acelerada de biodiversidade e o aumento do nível do mar, entre outros impactos. A urgência em abordar as alterações climáticas e buscar soluções sustentáveis tornou-se ainda mais premente.

Neste contexto, a exposição "Arte e alterações climáticas" em Baião assume um papel ainda mais relevante, porquanto, em face deste que é um dos maiores problemas que a humanidade enfrenta atualmente, a arte desempenha um papel crucial na sensibilização e consciencialização dos cidadãos para o mesmo. Ela oferece, na verdade, um espaço singular para os artistas expressarem as suas inquietações e visões sobre o assunto. As obras a ser expostas brotam das suas visões pessoais, de histórias inspiradoras ou até mesmo críticas contundentes sobre os impactos das atividades humanas no meio ambiente.
Dessa forma, nela se busca uma atualização da discussão sobre a relação entre a arte, as alterações climáticas e o Antropoceno, incorporando as novas perspetivas e desafios que surgiram nos últimos anos. Os artistas participantes foram convidados a explorar essas questões nas suas obras, transmitindo mensagens poderosas sobre a crise climática e suas implicações.

Os trabalhos apresentados na exposição constituem representações mediadas pela sensibilidade dos artistas de consequências diretas das alterações climáticas, como o aumento do nível do mar, eventos climáticos extremos e perda de biodiversidade. Essas obras visam despertar emoções e estimular a empatia nos visitantes, levando-os a meditar seriamente sobre os modos como, individual e coletivamente, contribuímos, de forma intencional ou inconsciente, para as mudanças climáticas em curso e agudização.
A exposição pretende provocar reflexões, gerar diálogos e despertar a consciência coletiva sobre a necessidade de proteger e preservar o meio ambiente para as gerações futuras.

"Arte e alterações climáticas" é um evento que não se destina apenas aos habitués da arte, mas se encontra aberto também, ou sobretudo, a um público amplo e diversificado. Ela visa ser visitada por pessoas de todas as idades, origens e formações, permitindo que todos compreendam e se envolvam com a urgência das mudanças necessárias.
Incito, pois, os nossos leitores para que visitem a exposição que decorrerá até ao final do mês de junho no belíssimo equipamento cultural da região de Baião em que se tornou o recém-requalificado Mosteiro de Ancede com um projeto do arquiteto Siza Vieira.

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