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As Atividades Escutistas e a Educação para a Responsabilidade

Chegou uma banda desenhada de sucesso...

As Atividades Escutistas e a Educação para a Responsabilidade

Escreve quem sabe

2019-02-08 às 06h00

Carlos Alberto Pereira Carlos Alberto Pereira

Nas duas últimas crónicas centramo-nos na estrutura padrão das atividades escutistas e como o sistema de conselhos promove a cidadania e a participação responsável nos jovens, hoje fechamos este ciclo com a importância que esta metodologia contribui na educação para a responsabilidade.
A escolha do tema é importante, porque é através das atividades escutistas típicas de cada secção, que, crianças e jovens, tomam consciência das dificuldades do caminho e se preparam para o assumir de responsabilidades na vida de uma forma responsável e consciente.
Não interessa que os assuntos a tratar durante estas atividades tornem os membros em especialistas nessas matérias, mas seja o descobrir de uma vocação, o preparar minimamente para a vida com um espírito aberto e alertado.
O tema deve ser escolhido, por consenso alargado, num conselho de unidade, que poderá ser o mesmo da reflexão - avaliação global da última.
A duração de uma "atividade" é variável, depende dos objetivos e fins a atingir. Sugerimos, contudo, atividades trimestrais e sequênciais durante um ano, mas distintas, tendo como fio condutor a temática e os objetivos da secção.
Preferencialmente o espaço, das primeiras caminhadas deverá ser o da comunidade social em que está inserida a secção (paróquia, freguesia), com toda a sua complexidade histórica, económica, política, etc. Esta área de ação poderá ser alargada na proporção direta das possibilidades, aspirações e limitações.
Os recursos necessários a uma atividade poderão agrupar-se em: humanos, financeiros e materiais. A angariação de todos estes recursos, deverá, em princípio, ser feita pelos elementos da unidade, visto o objetivo a atingir ser o de estimular uma economia ativa e não passiva (produzir, em vez de consumir).
Os recursos humanos para se poderem concretizar determinadas atividades, ou fazer progredir os elementos da unidade em determinados domínios (técnicas e conhecimento), conduzem-nos, por vezes, à necessidade de convidar pessoas das outras unidades ou estranhas ao movimento: os monitores.
Outra solução que, progressivamente, deverá ser adotada é a que visa incentivar os elementos da secção a frequentarem cursos e a fazerem visitas de estudo a centros ou pessoas, com o fim de se formarem, para, de seguida, transmitirem esses conhecimentos aos restantes elementos.
Quanto aos recursos financeiros, devem ser os elementos a financiar os seus próprios projetos, quer direta quer indiretamente. Nunca devem utilizar os fundos do agrupamento, salvo casos excecionais.
Há diferentes formas de angariação de fundos: as quotas das reuniões, os proventos vindos de serviços extra e as campanhas de financiamento, lançadas a nível de agrupamento, regional ou nacional.
Estas ações poderão ser feitas a nível individual, de equipa ou de unidade.
Todas as atividades para a angariação de meios financeiros devem ser efetuadas, se possível, dentro do programa de progresso individual e comunitário.
Da realização de atividades de angariação de fundos podem resultar alguns perigos que importa ressalvar: a possibilidade de tornar-se meio permanente com vista a esta função, levar a negligenciar todas as outras atividades, quando leva à criação de uma mensalidade para não mais aceitar um serviço ou trabalho gratuito, sem recompensa dentro do ideal de servir e sempre que estejamos a executar trabalho barato em determinado sector, prejudicando os profissionais dessa área.
Os recursos materiais, normalmente, são adquiridos com os recursos financeiros, mas o que se pretende é que esta dependência dos recursos materiais seja cada vez menor. Progressivamente, estes recursos, deverão ser construídos pelos elementos da unidade, salvo casos excecionais ou devidamente localizados.
Como atrás já foi dito, o que se pretende é passar de uma economia passiva para uma economia ativa.
Mas a obtenção dos recursos materiais não diz respeito somente à sua confeção, mas, também, à sua inventariação, localização, aplicação, manutenção e conservação.
É este sentir as dificuldades da vida, de crianças e de jovens, não para se lamentar ou consumir mais, mas para a resolução das mesmas, transformando-as em desafios e oportunidades de crescimento individual e grupal que os jovens escuteiros vão tomando consciência das suas responsabilidades pessoais e comunitárias.?

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