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As Bibliotecas e a adaptação à nova realidade

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As Bibliotecas e a adaptação à nova realidade

Voz às Bibliotecas

2020-05-28 às 06h00

Rui A. Faria Viana Rui A. Faria Viana

Face à pandemia de Covid -19, as bibliotecas públicas conhecem uma realidade até aqui inimaginável obrigando-as a novos desafios e a uma adaptação às novas circunstâncias.
No período de confinamento, com os edifícios encerrados e as pessoas em isolamento social, as bibliotecas públicas tentaram permanecer em contacto com os seus utilizadores e próximas da comunidade utilizando para isso diversos meios. A sua nova forma de actuar teve de adaptar-se à nova realidade. Neste contexto e sobre o papel das bibliotecas públicas importa referir algumas das orientações e sugestões plasmadas no cartaz “Bibliotecas Públicas face à pandemia Covid-19”, divulgado em Abril passado pela Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, para entendermos melhor a importância destas instituições. Assim, na actual conjuntura de crise as bibliotecas podem: - “Apoiar a criação do sentido de comunidade” (mantendo a sua ligação à comunidade); “Mobilizar e informar a comunidade” (funcionando como um agente mobilizador da comunidade); “Ser influenciadoras sociais” (divulgando mensagens e prestando serviços através dos seus canais de comunicação); “Envolver parceiros e agentes comunitários” (desempenhando o papel de mediador); “Aumentar o conhecimento” (divulgando informação credível e assumindo-se como um local privilegiado de conhecimento); “Divulgar factos” (divulgando informação sobre a doença à população para combate à sua propagação); “Oferecer acesso a recursos de informação e lazer” (para chegar a diferentes públicos) e “Promover recurso a fontes de informação oficiais” (para combater notícias falsas). No âmbito das sugestões, neste documento, sugeria-se: “Criar um serviço de referência virtual que ajude a população a encontrar a informação que necessita”; “Disponibilizar conteúdos em plataformas Web abertas”; “Partilhar informação validade e pertinente através dos seus canais online”; “Adaptar para o ambiente digital actividades regulares das bibliotecas”; “Colaborar com iniciativas municipais de apoio às necessidades da comunidade”; “Manter o sinal wi-fi disponível e aberto no edifício e/ou biblioteca itinerante”; “Manter um canal de comunicação regular com os utilizadores através da internet, telefone, redes sociais e rádios locais” e “Utilizar a biblioteca itinerante para implementar estratégias municipais de apoio à população mais vulnerável”.

De uma forma geral, atendendo a estas e a muitas outras orientações e sugestões e face a uma situação tão complicada como a que vivemos, não deixámos de sentir a presença das bibliotecas no dia a dia das populações e da comunidade, saindo muitas delas reforçadas em algumas actividades que tiveram a capacidade de desenvolver e serem acolhidas com mais interesse pelos seus utilizadores.
Agora que muitas bibliotecas começam a retomar os seus serviços, embora que parcialmente e de forma bastante condicionada, começamos a ter a percepção de como tudo é um pouco estranho nesta fase de desconfinamento começando pela alteração da relação entre o utilizador e o espaço físico da biblioteca.

Apesar das várias restrições, a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo tentou não deixar o utilizador longe de um periódico nem de um posto com internet. Para isso, serve-se de uma equipa consciente e organizada que acompanha cada utilizador desde a entrada na biblioteca até ao serviço que procura.
Entretanto, várias preocupações e questões se levantam. Por exemplo: o livre acesso que caracteriza o funcionamento das bibliotecas está agora confinado e os documentos não estão fechados em armários como noutros tempos mas há necessidade de os manter “saudáveis” para que continuem disponíveis para todos, o que condiciona a sua consulta. Será que tudo vai voltar à normalidade no pós Covid-19? Será que o número de utilizadores vai diminuir? Que serviços devemos disponibilizar e que actividades podemos desenvolver para que o utilizador regresse à biblioteca? Estes e muitos outros aspectos são hoje motivo de inquietação para quem trabalha nas bibliotecas.

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