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As Bibliotecas e as livrarias independentes

Ser ou não ser

As Bibliotecas e as livrarias independentes

Voz às Bibliotecas

2022-03-31 às 06h00

Rui A. Faria Viana Rui A. Faria Viana

Entrou este mês em funcionamento a plataforma de venda “online” da Rede de Livrarias Independentes (ReLI) que permite comprar livros novos, usados e raros nas livrarias independentes aí registadas. Trata-se de uma aplicação digital que surge em resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura, através da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) e a ReLI na sequência da assinatura de dois memorandos de entendimento, em Setembro de 2020, com a finalidade de promover a língua e a cultura portuguesas. Depois da criação desta Rede (2020) de cooperação que associa livrarias independentes de todo o país com o objectivo de “coordenar esforços para enfrentar a crise no mercado livreiro, que vem comprometendo, já há vários anos, a existência de pequenas livrarias em todo o país”, agravada pelas condições criadas pela covid-19, de que resultou o estado de emergência, obrigando ao encerramento das livrarias e, posteriormente, permitiu apenas a venda ao postigo, vindo a arrasar ainda mais um sector que já estava enfraquecido, esta plataforma surge como mais uma ferramenta no combate às dificuldades económicas e, em último caso, à anunciada extinção de muitas destas livrarias que não se encontram integradas nas grandes cadeias de edição e distribuição. O objectivo último anunciado por esta associação de livrarias é o de “conjugarmos esforços para levarmos por diante os nossos projetos individuais e o grande projeto coletivo que é o de dotar o país de uma rede de bibliotecas especializadas e de proximidade”.
Esta plataforma digital foi concebida como o “embrião de uma central de compras e de distribuição” num período complicado e como medida válida para enfrentar a crise no mercado livreiro. Disponível em https://livros.reli.pt/ este portal agregador, que conta já com sete dezenas de livrarias de todo o país, encontra-se agora em pleno funcionamento e espera-se que comece a dar os seus frutos, evitando o desaparecimento de muitos livreiros independentes existentes de norte a sul do nosso país. Nesta plataforma, encontramos informação sobre os catálogos disponíveis, pesquisáveis por diferentes temas de acordo com os critérios estabelecidos, ou seja, por assuntos, títulos, autores, etc, e por cada uma das livrarias presentes, incluindo as mais próximas das localidades de residência.
Podem integrar a Rede de Livrarias Independentes (RELI) todas as livrarias de livros novos, usados e antigos, que não pertençam, ou estejam associados, às grandes redes livreiras e editoriais que dominam o mercado português e tenham livraria física aberta ao público. Os proprietários e sócios de sociedades livreiras só podem pertencer se exercerem a actividade livreira. Estão excluídas desta rede, livrarias e livreiros das grandes redes, livrarias pertencentes a grupos económicos cuja atividade principal não seja a livreira, livrarias ligadas ao Estado, a Fundações Públicas e Privadas ou instituições académicas e universitárias, assim como livreiros que se dediquem ao comércio electrónico na Internet sem possuir livraria aberta ao público, além de livrarias ligadas a jornais e meios de comunicação ou pertencentes a editoras que vendam exclusivamente os seus próprios livros.
Para a ministra da cultura, Graça Fonseca, esta plataforma é o resultado de “um trabalho que foi sendo feito ao longo de meses com a ReLI, de identificar medidas concretas e o que é que seria mais importante, mais estruturante, para o setor, das várias medidas que poderíamos fazer em conjunto. Esta, em particular, foi logo identificada pela ReLI, que tinha o projeto para o desenvolvimento de uma plataforma própria de comercio eletrónico”.
Aqui, as bibliotecas públicas, como medida de apoio poderão ter uma atenção redobrada privilegiando as suas aquisições nestas livrarias.

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