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As marcas que deixámos

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As marcas que deixámos

Escreve quem sabe

2021-09-12 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

A empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar da outra pessoa. É ter o cuidado. É ter a capacidade de perceber, a atenção que gostaríamos de ter, em momentos menos bons e compreender que qualquer pessoa em condições semelhantes tem também esse direito. Isto porque existem pessoas, que gostam de “ser ajudadas”, mas não gostam de “ajudar os outros”. A empatia é “dar” atenção e até a ajuda necessária aos que estão ao nosso lado, psicologicamente e emocionalmente não muito bem, seja no trabalho, em casa ou até num simples café. A empatia pode “salvar” uma vida. As pessoas empáticas são as mais bonitas pela beleza do coração que se refletem nas atitudes e gestos. São as que se destacam daqueles que são autocentrados em si mesmo, e de certa forma, “insensíveis” e alheios ao sofrimento emocional dos outros. As situações pouco empáticas são inúmeras, desde ridicularizar quando um conhecido está triste; perceber que determinada pessoa “não é assim tão bem vista”, pela sua rede de amizades ou de trabalho, e de forma gratuita, sem qualquer razão de queixa, e só porque sim, ser indelicado/a e até deselegante no trato de comunicação e nas atitudes, só porque outra pessoa, não se identifica com a personalidade da pessoa em questão; e até em outras circunstâncias como, o não ajudar, no sentido lato do , “desenrasca-te” porque não quero saber. São algumas das situações que ocorrem frequentemente, infelizmente. Mas até que ponto, isto pode ser impactante para a pessoa que recebe atitudes pouco empáticas ou para aqueles que as exercem? Num primeiro aspeto, deve-se dizer que somos o resultado das “marcas” que deixámos nos outros. Se frequentemente se deixa “marcas positivas”, por ser entendida, como uma pessoa correta, assertiva, digamos uma “boa pessoa”. Essa imagem jamais será esquecida por todos aqueles com quem interagiu ao longo da sua vida. Se por outro lado, prevalecem mais as “marcas negativas”, por ser uma pessoa indiferente, que se prioriza sempre em primeiro lugar, nem que tenha de “ferir emocionalmente” o outro, essa imagem também será relembrada posteriormente. Dificilmente uma pessoa que é vista como “pouco empática”, tende a receber empatia. O motivo é óbvio. Dificilmente se confia em alguém, cujas atitudes foram más. E o ditado popular, é certeiro, “Não fazer aos outros, o que não se gosta que faça connosco”. A pessoa “pouco empática” embora se possa sentir “intocável” e “poderosa” com o tempo perde “credibilidade” pelo caracter de valores morais que mostra ter. As pessoas empáticas são mais emocionais e mais disponíveis para ajudar alguém. Por vezes, erradamente e de forma injusta, são percebidas, por quererem “dar nas vistas”. Mas aquele que diz de forma injusta, “quer é dar nas vistas”, diz mais da sua própria personalidade (má) do que aquele que é criticado. Um bom conselho orientador, pode ajudar e muito, alguém que passa por uma má fase de vida. Há alturas da vida, em que nos encontrámos mais fortes para enfrentar os problemas. Há, porém, outras fases, em que se está desiludido, sem esperança e em que se perde a “fé” (e por vezes, pensamentos muito maus ocorrem como terminar a vida). Primeiro é importante sossegar o coração. Não há mal ou desilusão que não passe. A dor ameniza com o tempo. Pense no seu primeiro grande amor ou paixão. Certamente que quando ao término, deparou-se com uma grande tristeza durante algum tempo (chorou, recusou-se a sair, inibição de apetite etc.). Quando se enamorou novamente, e as coisas não correram como o esperado, “a dor” foi mais amena, isto é, ficou triste, mas não com a mesma intensidade da primeira vez. Isto para dizer, que todas as situações nos preparam para a vida, até mesmo as más. E o mais importante, é que em todas as situações da nossa vida, qualquer que seja, há sempre alguém que passa por nós e nos “resgata” para a vida novamente. Hoje, ser diferente, é ser boa pessoa, é ser empático.

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