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As tradições de Natal e o balanço prospetivo de 2019

Um novo pacote de medidas de apoio às empresas

As tradições de Natal e o balanço prospetivo de 2019

Ideias

2020-01-05 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Estamos na fase final da quadra natalícia, faltando ainda a celebração da festa dos Reis. Uma tradição que tem vindo a perder fulgor entre nós. Uma saudade de infância que prolongava o espírito de Natal, pelo novo ano. Tradições que se vão moldando aos sinais dos tempos. Muitas vezes substituídas por pseudo-simbolismos, assentes em hábitos, pequenos gestos e dinâmicas em que nos envolvemos, partici-pamos e falamos. Galvanizam multidões, juntam amigos e antecipam os momentos da intimidade da festa da família, e de passagem para o novo ano. Mas que ninguém sabe explicar a verdadeira origem e signifi- cado.
A essência de balanço e prospetiva, que carateriza esta vivência festiva, permaneceu com a força das previsões e com as repercussões num futuro mais longo, sem a descontinuidade e a rutura com as antigas tradições, resistindo aos ventos da modernidade. Apesar do mérito criativo e reprodutivo destas “novas” tradições, o significado inspirador desta época e do seu verdadeiro espírito, vai mantendo a sua consistência. A nossa tradição, voltou a dar-nos a oportunidade de definir os doze desejos, para o ano que está a começar.
As previsões induziram os resultados, que queremos ver acontecer. Nos mais diversos contextos, as previsões não se desviaram da tradição. Os compromissos e as ambições das dinâmicas de transformação tecnológica, foram identificados. As exigências e as expetativas foram dimensionadas, à altura das ambições pessoais e coletivas. As perspetivas em relação aos salários, às condições de vida e à economia, variaram com a visão dos seus protagonistas. Os balanços das empresas da indústria, do comércio e do turismo, retrataram os resultados dos seus programas de reconversão de competências, do desenvolvimento do talento e da capacidade de decisão.
Em época de mudanças, cada vez mais aceleradas, os exercícios de balanço, prospetaram o futuro do país. A reorganização administrativa e a regionalização vão permanecer na ordem do dia. O combate à desertificação e a descoberta de potencialidades, para possibilitar a vida o trabalho no interior do país. A evolução prospetiva da “economia da longevidade”, em face do envelhecimento acentuado da população. O compromisso solidário para com os mais desfavorecidos, apontaram para a inclusão das pessoas e a promoção da diversidade, através do excelente trabalho desenvolvido pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social e de Voluntariado.
Outros desejos mereceram a atenção da maioria dos exercícios de balanço prospetivo. Nos órgãos de comunicação social, nos relatórios, nos discursos institucionais e nas mensagens de Natal e de fim de ano, aos mais diversos níveis. O crescimento económico e a expetativa de manutenção da atual taxa de desemprego. O problema sistémico com que se debate o Sistema Nacional de Saúde, e o estatuto político da atual Ministra da Saúde. O efeito Mário Centeno e do “superavit” das contas públicas, na ação do Governo. A polémica em torno das nomeações governamentais, e a dificuldade de substituição de alguns titulares de cargos públicos. Os avanços em torno da concertação e diálogo do Governo do PS, com os partidos de esquerda, o BE e o PCP, e com os parceiros sociais, sindicatos, organizações empresariais e as ordens profissionais.
Mereceram ainda destaque, a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e o facto de o PS, não apresentar candidatura, para não fragilizar António Costa. As prioridades do Presidente da República, em torno da segurança, do investimento e do conhecimento. A proliferação de movimentos inorgânicos, e a capacidade de resposta das instituições aos problemas das pessoas. A necessidade de uma relação de equilíbrio entre a literacia e participação política. A superação do défice do diálogo ideológico, para fazer face ao equilíbrio da legislatura, que tem manifestado grande dificuldade. A necessidade de afirmação de uma oposição alternativa e forte, que exige uma clarificação dos partidos, ao centro o PSD, e à direita o CDS.
No contexto da comunidade internacional, alguns factos de grande impacto político, estão a causar uma curiosidade crescente. A reeleição de Donald Trump e o processo de impeachment, perante a boa situação económica dos EUA. O reforço da posição política de Boris Johnson em relação Brexit. Um precedente que vai provocar um desequilíbrio no seio de uma União Europeia, enfraquecida e menos competitiva no futuro. A possibilidade da independência da Escócia. Os protestos de Hong Kong, onde tudo indica que a China não vai ceder, em nome da sua ambição de se afirmar, futuramente, como primeira potência mundial. O consolado de Bolsonaro e o míssil nuclear intercontinental de Putin…
Muitos outros factos, serviriam para ilustrar este breve balanço do ano de 2019. Apesar das mudanças, a tradição de Natal manteve os seus traços fundamentais, e a visão prospetiva afirma, que é do choque de posições diferentes, que nasce a faísca da verdade. Vamos esperar para ver! Votos de Um excelente Ano de 2020!

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