Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Assunção Cristas: uma liderança para o CDS e Por Portugal

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Ideias Políticas

2016-03-22 às 06h00

Francisco Mota

Assunção Cristas foi eleita a sétima líder do CDS-PP, e a primeira mulher a chegar ao cargo. A ex-ministra da Agricultura obteve 95,59 por cento dos votos no 26.º Congresso do partido, uma vitória superior à que o seu antecessor obteve no último congresso. Paulo Portas deixa assim um ciclo de 16 anos de liderança do CDS-PP, a mais longa de sempre na história do partido. Para trás fica um dos líderes mais carismáticos da politica nacional. Se por um lado perdemos um dos mais experientes e dinâmicos líderes partidários por outro o CDS e o País ficam a ganhar pelo discernimento na hora de saída e na abertura de novos quadros na esfera centrista.

Se é certo que Portugal necessita de uma liderança forte e assumida no centro direita e acreditando convictamente que Assunção Cristas será a referência na discussão do futuro do País nesse quadrante, não deixa de ser menos verdade que no seio do Partido terá tarefa idêntica. Será fundamental assumir-se próxima das bases, rasgando com o centralismo de Portas e dando representatividade ao território. Antes de abrir o partido à sociedade civil tem que abrir o partido em si mesmo, deixando de parte a governação e as escolhas do CDS alocadas ao largo do Caldas.

O CDS só poderá oferecer aos Portugueses uma solução de governação se o povo sentir um partido próximo, representativo e de fácil acesso aos eleitos no encontro das melhores soluções para os seus problemas. É inaceitável, no quadro das legislativas, que voltemos atreiçoar os portugueses com alocação estratégica, pelos diversos ciclos eleitorais, não de candidatos que representem os territórios mas sim de candidatos do aparelho e próximos do centralismo da capital.

Assunção Cristas terá o seu primeiro desafio eleitoral calendarizado para 2017 com as eleições autárquicas. A área de cooperação das autárquicas é neste biénio das mais importantes para o CDS. Neste período será chamada a preparar um dos mais difíceis, mas ao mesmo tempo desafiantes, actos eleitorais.

Por natureza de interesse e de mobilização, tratam-se das eleições com menor taxa de abstenção, significando que a política de proximidade traz consigo uma vantagem crescente para as estruturas políticas. Este será um momento de oportunidade e crescimento para o CDS. Será um período de estar próximo das bases e com elas construir uma estratégia congeminada de acordo com a realidade de cada região. Será um caminho, que se espera longo mas necessário, em parceria com as estruturas distritais e concelhias.

A formação autárquica das estruturas e dirigentes é o princípio basilar para o sucesso: o crescimento. Esse por sua hora será, inevitavelmente, consequência do modelo implantado junto de cada distrito ou região e por sua vez em cada concelho
O crescer pretendido, não dever ser apenas em número, que também o é importante, mas sobretudo na qualidade dos candidatos. O Partido tem por obrigação histórica tornar prioritário o seu corpo local, porque se tivermos melhor CDS daremos melhores respostas às necessidades, desafios e anseios da população.

Uma preparação de fundo e antecipada do próximo embate nas autarquias locais, com objectivos atingíveis, cientes das dificuldades e com uma enorme vontade de fazer acontecer estaremos em condições de Vencer, numa primeira instância a apatia interna e a seguir o tempo perdido no abandono ao poder local por parte do CDS.
A liderança da primeira mulher na frente dos destinos do partido é com toda a certeza um desafio que se espera agregador, convicto, com soluções e mobilizador dos Portugueses para preparar o futuro das próximas gerações.

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