Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Até sempre, JSD

O que nos distingue

Ideias Políticas

2014-12-16 às 06h00

Hugo Soares

Há hoje um discurso, completamente desprovido de fundamento, que faz gáudio em maldizer as juventudes partidárias. É uma espécie de moda bacoca e ignorante de quem não sabe do que fala e não pensa no que diz. Os autores são, mais das vezes, aqueles que aclamam uma renovação da classe política e,depois, sem perceberem o contra-senso, atacam ferozmente os mais jovens. Essa capcio diminutus que querem passar assenta aos próprios na perfeição.

Às jotas pertencem jovens como todos os outros, com uma nuance. Tem vontade participar politicamente. Às bons e os maus. Os assim-assim é os extraordinários. Como nos partidos e como na sociedade. Nas juventudes partidárias faz-se solidariedade (constroem-se casas para famílias carenciadas, faz-se recolha de alimentos ou brinquedos, está-se na tua com sem-abrigos, visitam-se instituições...), faz-se formação (sobre a Europa, sobre o sistema político, sobre o poder local ou transversal) e, imaginem a ousadia faz-se Política (procuram-se soluções para pro- blemas concretos e perspectiva-se o futuro).

Reduzir a escrito as emoções que vivi este fim-de-semana, bem como tudo quanto vivi na Juventude Social-Democrata é tarefa não só impossível como absolutamente redutora.
Lembro-me bem o dia em que pela primeira vez entrei numa sede partidária. Decorria uma reunião da Concelhia de Braga da JSD. Fui por a mão de um amigo. É ao Duarte Loureiro a quem devo a inscrição na Jota. Já lá vão 12 anos.

Fui, depois, acompanhando o trabalho do José Carlos Inteiro, que ficou amigo. Fui, logo de seguida, vice-presidente do Rui Morais (esse mesmo que hoje é administrador da Agere), que ficou amigo para a vida. Fiz parte da equipa do Pedro Rodrigues numa Comissão Política Nacional. É meu amigo. Fui Presidente do Congresso Nacional na liderança do Duarte Marques. É meu amigo. Neste percurso conheci Ricardo Rio, João Granja, Miguel Macedo que acreditaram em mim. São meus amigos. Pelo caminho ficaram várias equipas, muita gente, muitas histórias.

Mas ficaram meus amigos. Alguns para a vida. Estes são para a vida. É isto a JSD: uma escola de vida e para a vida. Despedi-me ontem da maior e melhor organização partidária de juventude de uma forma verdadeiramente especial: como líder nacional e em Braga. Por isso, à JSD só posso dizer Obrigado. Obrigado pelo privilégio de me ter acolhido. Pela honra de me ter feito líder nacional. Por tudo o que me ensinou, mas sobretudo pelos amigos que me deixou.

O meu braço direito (e esquerdo) de todos os momentos, o João Marques. Os meus vice-presidentes Jean Barroca, Pedro Pereira, Antônio Padez, Catarina Pereira, Margarida Balseiro Lopes e meu Secretário-Geral Simão Ribeiro. Em tempos muito idos, por cá, a Sandra Cerqueira e o Rui Pereira.

A vida, e a política, é feita com e para as pessoas. Que me desculpe o leitor pela maçada de ter que ler este texto sobre pessoas que algumas nunca viu ou ouvir falar. Mas este foi o melhor tributo que encontro de lhes prestar a devida homenagem. E esteja certo: são pessoas de um valor gigante e de grande caráter!

Obrigado, JSD.

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