Correio do Minho

Braga, quinta-feira

- +

Aumento do custo de vida: o sofrimento do povo, dos trabalhadores e da juventude

A Árvore da Vida

Aumento do custo de vida: o sofrimento do povo, dos trabalhadores e da juventude

Ideias Políticas

2022-09-27 às 06h00

Gonçalo Silva Gonçalo Silva

Enquanto o povo, os trabalhadores e a juventude sofrem com o aumento do custo de vida, o grande capital regozija-se com os milhões em lucros acumulados nos últimos meses. Sabendo bem em quais cavalos apostar as suas fichas, o capital sabe que pode contar com o PS e a direita para manter o seu lugar no pedestal económico, garantindo que os seus lucros ficam intocáveis enquanto a maioria dos portugueses tem dificuldades em fazer face às despesas do quotidiano (veja-se que 70% da população teme já não conseguir pagar as contas da electricidade, da água ou do gás).
É aqui que o PS, PSD e os seus sucedâneos convergem, por mais que o tentem negar, quando impedem o aumento dos salários e das pensões, o tabelamento máximo para bens essenciais e a descida do IVA da electricidade para 6%, bem como o alívio das taxas de juro ou a tributação extraordinária dos grandes grupos económicos.

A juventude vai sentindo os efeitos catastróficos da situação social e económica para que o país caminha. Os jovens que ingressaram no Ensino Superior, confrontados com os preços elevados das rendas e do custo de vida em geral, fazem contas sobre se podem continuar a estudar, os jovens do Ensino Profissional, com o pequeno subsídio que recebem, já não conseguem fazer uma refeição completa durante o dia, os jovens trabalhadores são confrontados com a perda de poder de compra a cada dia que passa e, enquanto isso, o Governo PS, em convergência com PS, IL e Chega atira as soluções que o país precisa para canto, deixando clara a balela do “orçamento mais à esquerda de sempre”.

O PCP, ao contrário do Governo PS, dá-nos medidas que resolvem e vão de encontro à raiz dos problemas, tais como: o aumento intercalar do Salário Mínimo Nacional (SMN) para 800€; o reforço das prestações sociais em 6,9%; a fixação de preços máximos de bens essenciais (na energia, combustíveis, alimentação); a criação de um cabaz alimentar; a redução do IVA para 6% na eletricidade e gás; a fixação de um teto máximo para o preço das rendas e a suspensão da execução das hipotecas e despejos; a tributação extraordinária dos lucros dos grupos económicos; a gratuitidade dos cadernos de atividades; o fim das propinas ou um maior investimento no Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior.

É nesta base que os eurodeputados do PCP iniciaram na semana findada as suas jornadas de trabalho na região de Braga, pautadas pela presença nas empresas e locais de trabalho, nas escolas e nas universidades. Através da sua acção interventiva, os eurodeputados procuraram perceber os problemas da população do distrito, ouvir as suas reivindicações e fazer perceber que é na luta organizada, na rua e nos locais de trabalho, que é possível transformar a realidade em que vivemos, alcançando juntos um país em que aqueles que trabalham e que tudo produzem possam viver uma vida digna e plena.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

06 Dezembro 2022

Palestina vencerá!

29 Novembro 2022

Braga, cidade aberta...

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login Seta perfil

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a Seta menu

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho