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Autocuidado no dia-a-dia

O símbolo internacional (quase universal) do amor

Autocuidado no dia-a-dia

Escreve quem sabe

2023-11-05 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

O autocuidado é uma extensão da autoestima. Uma boa autoestima implica, uma boa apreciação positiva que a pessoa tem de si própria. Já por sua vez, uma baixa autoestima, pressupõe, uma avaliação subjetiva negativa que alguém tem de si próprio/a. Porquê subjetiva? A palavra subjetiva, significa que não é claro, depende da interpretação, “pode ser como pode não ser” entre outros significados. Repare, quantas pes- soas com tantas qualidades quer físicas, quer cognitivas, sociais e profissionais, sentem-se inseguras e “minúsculas” diante de outras pessoas que não tem as mesmas capacidades ou atributos? Nem sempre o que se “interioriza” é real ou verdadeiro. Nem sempre aquele/a que se sente “de pouco valor”, o é “aos olhos” de outras pessoas. Há quem o/a veja como “de muito valor” em letras grandes e o/a admire nas “limitações” que considera que tem. Portanto, a autoestima envolve emoções, sentimentos, acontecimentos de vida, culminam em comportamentos e na perceção da sua autoimagem. Neste sentido o autocuidado é poderoso incentivador da autoestima positiva. Reflete-se nas atitudes, para consigo próprio/ a, desde cuidar da saúde física e mental, e nas escolhas que proporcionam bem-estar e felicidade. Questione-se. Tem cuidado de si? Ou prioriza situações desgastantes do dia-à-dia que comprometem o seu bem-estar? Qual é o tempo que dedica no seu dia, só para si? Qual foi a ultima vez, que fez algo que realmente gostou e apreciou e que de certa forma, fez com que sentisse que estava “restabelecido/a” de energia? Muitas vezes, com a pressa do dia-à-dia descuidamos do que é verdadeiramente essencial. O bem-estar surpreendentemente surge de momentos que não esperam datas festivas. Existem vários tipos de autocuidado: físico, emocional, espiritual e social. O autocuidado físico como o nome indica diz respeito ao corpo. É importante ter-se hábitos saudáveis: desde ter, uma boa alimentação ou prati- car exercício físico (ex. ir ao ginásio, fazer caminhada, etc.). Muitas vezes quando se está triste, perde-se o ânimo para atividades e opta- -se por uma alimentação pouco saudável, mas entendida por aquele/a que está stressado/a como, reconfortante (comer alimentos ricos em gorduras e com poucos nutrientes). Ficar em casa, vai incentivar mais ao pensamento dos problemas, do que se estivesse numa atividade física, quer em companhia ou sem, em que estaria a libertar o stress. Estar com pessoas, faz com que não se pense nos problemas ao contrário de quando se está sozinho/a. Também a não descurar, é a imagem em si. A expressão que tantas vezes é utilizada popularmente, “o arranjar-se”. Não guarde roupas pa- ra dias especiais. Vista-a sempre que pode e sobretudo nos dias em que está ou se sente mais triste. Quando olhámos ao espelho e nos vemos bonitos/as, essa energia é impactante aos locais por onde se passa e é transversal a outras pessoas. Uma energia de bem-estar e segurança melhora o humor e contagia positivamente outras pessoas. Muitas vezes, “influencia”, outras pessoas que o/a vêm bonito/a e passam também a adotar a atitude de cuidarem mais de si. Não veja nunca como que a pessoa estivesse a competir com isso, mas sim numa perspetiva que a mesma a valoriza como exemplo a seguir. O autocuidado emocional, implica o equilíbrio/ gestão das emoções. Não absorva, problemas de outras pessoas e não se desgaste por quem não quer mudar. Você é responsável pela sua saúde mental e deve protegê-la. Não se envolva em problemas que não são seus. Se por outro lado, não está a conseguir resolver alguma situação menos positiva, procure ajuda especializada, como terapia. Pode sempre igualmente adotar comportamentos saudáveis no âmbito da saúde mental, como praticar meditação, mindfulness etc. Só fazem bem e é saúde. No que respeita ao autocuidado espiritual, este remete para a conexão com o eu de cada um e o mundo. A conexão com a espiritualidade de cada um, a natureza etc. Tudo o que apele à paz interior. Por último e não menos importante, o autocuidado social, que está fortemente relacionado com as relações interpessoais. Ninguém (ou quase ninguém) é feliz sozinho/a, sem estar em convívio com outras pessoas. Conviver é saúde. Seja uma ida a um café, um jantar, a participação num projeto/associação etc. catalisam a felicidade. Há momentos de partilha, em que a companhia “leva às lagrimas” de tanto rir de alegria, como aquele “colo” ou apoio emocional quando mais se precisa. Não relegue nunca para ultimo plano, o convite social de quem quer a sua presença. Em jeito de conclusão, quando lhe vier ao pensamento, “Não posso...”, contradiga, pois o maior e mais bem sucedido investimento é em si!

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