Correio do Minho

Braga, quarta-feira

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Autonomia e Flexibilidade Curricular

Quem me dera voltar a ser Criança

Voz às Escolas

2018-03-15 às 06h00

Luisa Rodrigues Luisa Rodrigues

Aproximamo-nos do final de mais uma etapa e, consequentemente, do final do percurso o ano letivo de 2017/2018, do que decorre que as escolas estejam assoberbadas de trabalho, com vista ao cumprimento das metas que traçaram para um ano em que, pela sua especificidade, colocaram grandes expetativas.
Há muito tempo que clamamos por mudanças, aos mais diversos níveis, com enfoque no reforço de autonomia para a melhoria das respostas pedagógicas, face à desigualdade dos contextos e dos públicos que condicionam a nossa ação.

O investimento feito pelo Ministério da Educação para uma mudança estruturada e passível de dar resposta a alguns dos problemas que estão na génese do desconforto sentido pelas escolas, quer através da definição de Aprendizagens Essenciais quer do Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória constitui, de forma inquestionável, um grande passo no sentido da inovação e da mudança, rumo à melhoria do sucesso escolar.
Neste sentido, surge o desafio para a experimentação de uma nova forma de aprender, sem diminuir a qualidade das aprendizagens ou o nível de exigência, tendo em conta que o Perfil do Aluno é um referente para todos os alunos de todos os níveis de ensino, o mesmo se verificando quanto às Aprendizagens Essenciais.

Os princípios preconizados para a implementação do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular são um caminho potenciador das mudanças que têm que ocorrer no Sistema Educativo, face à imperiosa necessidade de estabelecer um referencial educativo único que, aceitando a diversidade de percursos, assegure a coerência do sistema de educação e dê sentido à escolaridade obrigatória., com vista à adaptabilidade às exigências de um mundo em constante e célere mudança, em que a formação de pessoas autónomas, responsáveis e socialmente ativas é um objetivo a priorizar.

Estamos a iniciar um caminho rumo à mudança, sendo que toda a experimentação carece de tempo para amadurecimento, avaliação e adequação de estratégias, mas não me parece de todo ajustado que se condicione um projeto que, com as expectáveis, necessárias e atempadas alterações, pode, efetivamente, ser a resposta que esperávamos. Creio que o problema não está no projeto em si, mas no facto das mudanças que preconiza estarem a interferir com a zona de conforto de uma classe cansada, desmotivada e revoltada pelos atropelos que tem vindo a sentir desde há muito tempo a esta parte.
O projeto terá, forçosamente, que ser alvo de uma reflexão alargada no final do corrente ano letivo, sobretudo porque nem todos o lemos do mesmo modo e, consequentemente, nem todos o estamos a implementar de acordo com a génese em que assentou o desafio, um desafio que, no agrupamento que lidero, tem provocado os profissionais de educação, aumentando o nível de partilha e de trabalho colaborativo e motivado os alunos para melhores aprendizagens.

Temos consciência de que há, ainda, um longo caminho a percorrer, só assim se entendendo o carater experimental do projeto, mas, ao aceitarmos o desafio, manifestávamos a nossa disponibilidade para contribuir para a mudança da Escola, uma Escola que não pode continuar confinada a práticas pedagógicas meramente expositivas e geradoras de aprendizagens que correm o risco de se esgotarem no tempo, pela falta de resposta às exigências de uma sociedade em evolução, ao nível do conhecimento, quer científico quer tecnológico, requerendo cidadãos dotados de conhecimentos, capacidades e atitudes que os tornem aptos a intervir em todos os contextos.

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