Correio do Minho

Braga, terça-feira

'Aventuras e desventuras de quem cai num buraco', por Mónica Catarina Machado Lopes

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Conta o Leitor

2012-07-25 às 06h00

Escritor

Estava eu na minha casa quando olhei para o relógio e vi que era hora de levar o meu cão à rua.
Lá ia eu pela rua acima quando Gustus viu um gato e desatou a correr atrás dele. Segui o meu cão e muito distraída, caí dentro de um buraco. Num abrir e fechar de olhos fui parar a uma terra desconhecida, a uma maravilhosa praia. Fiquei com medo, estava ali sozinha, comecei então a correr pela praia fora e fui parar a uma aldeia muito pequena. As casas eram feitas de madeira e tijolos, as janelas em vez de terem vidro tinham papel. Parecia uma aldeia de pescadores.

Um habitante da aldeia ao ver-me veio ter comigo. Era um rapaz de cor amarelada, com os olhos em bico, vestia uma roupa muito larga e comprida. Ele começou a falar, só que eu não entendia nada e comecei a fazer gestos para tentar comunicar, depois de muitos gestos, acabei por perceber que estava na China.

Levou-me para a casa dele onde se encontrava toda a sua família. Eram pessoas muito simpáticas e alegres. Deram-me comida, mas era tão diferente daquela a que eu estava habituada! Eles comiam com uns pauzinhos!

Eu fiquei em casa desse rapaz, comecei a conhecer os habitantes da aldeia. Ali todos se levantavam muito cedo. Os homens iam para o mar. Iam em pequenos barcos e só voltavam à tardinha, eu ficava com os habitantes que ficavam em terra. Durante o dia tinham sempre muito trabalho e eu ajudava-os no que era preciso.

Não sei quanto tempo passara, mas já conseguíamos comunicar. À noite sentavam-se todos à volta de uma fogueira e conversavam. Falavam de tempos remotos, quando os Portugueses chegaram ao Oriente e afastaram os piratas. Fiquei a saber que as relações entre a China e Portugal eram muito antigas, que se baseavam essencialmente em interesses comerciais e que nem sempre tinham sido fáceis.

Contaram-me que em tempos as autoridades chinesas não permitiam a entrada de estrangeiros nas suas terras e que nesse tempo, os Portugueses andavam por lá clandestinamente, no entanto os contactos entre os dois povos iam-se mantendo. Ouvi-os falar de Macau como se de um paraíso se tratasse, foi então que tive conhecimento que Macau tinha sido doada aos Portugueses, que antigamente se chamava A-MA-KAO, o que significa Porto da Deusa A-MA, rainha dos céus e padroeira dos mareante, e que se pudessem iam para lá viver. Fiquei a saber muitas coisas que num pensei terem acontecido!

Após vários e longos dias e numa noite quente, depois de todos terem ido dormir, fui dar um passeio pela aldeia, ia eu muito distraída a pensar no que me estava acontecer, quando de repente cai num buraco que me levou à rua onde se encontrava o meu Gustus...

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