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Azedumes à esquerda

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Azedumes à esquerda

Escreve quem sabe

2022-01-26 às 06h00

José Manuel Cruz José Manuel Cruz

Anne Hidalgo, maire de Paris, é a candidata oficial do PS às presidenciais. É, mas por enquanto. É, porque ninguém se prestou a tempo de decisões para candidatura manifestamente perdedora.
Retomo o fio da história. Hamon, em 2017, fez pouco mais que 6%, e beneficiou da desistência em seu favor de Jadot, putativo candidato do partido ecologista EELV. Suporte que Hidalgo ao presente não terá, reclamando os Verdes, aliás, recíproca desistência de socialistas. Não se arranjando para as presidenciais, seguro é que não se arranjem para as legislativas vindouras, de modo que é previsível que nada de empolgante lhes aconteça.

Hidalgo é candidata, mas sê-lo-á ou não até ao início oficial da campanha, dependendo do desfecho de prosaica ponderação – o incontornável ónus dos encargos. É que não se prevê que o PS ultrapasse o limiar dos 5%, marco a partir do qual os gastos são reembolsados por subvenções estatais. Assinalo que, por dívidas, já o PS teve que vender a sede da Rua Solferino. Em suma, o PS está nas lonas.
Se ninguém se prestou em tempo oportuno, eis que por estes dias se abalança Christiane Taubira, ex-ministra de Hollande.
A história merece umas pinceladas.

Pela família de esquerda posicionam-se Hidalgo e Jadot, já aludidos, mais Roussel, pelo PCF, que dificilmente ultrapassará os 2%, mais Mélenchon, da FI, que facilmente fará ao redor dos 10%, desde que chegue a reunir as 500 assinaturas para ver validada a sua última apresentação a votos.
Em 2017, recorde-se, Mélenchon andou taco a taco com a Le Pen para passar à segunda volta.

Em 2017 teve a desistência dos comunistas em seu favor. A desistência e os endossos. Não os tem ao presente.
Por simples aritmética, se de todos ficasse um, talvez esse chegasse aos 20%, talvez esse se qualificasse para o mano-a-mano, talvez esse catapultasse a ressurreição da Esquerda.
E eis que se espalha a modinha de umas primárias de iniciativa popular, extensíveis à esquerda em parada, e Taubira lá no meio, apresentada mirificamente como unificadora, só que ninguém vai na onda, salvo os deserdados que a respaldam.

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