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Barreiras da comunicação

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Barreiras da comunicação

Escreve quem sabe

2022-02-27 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

A comunicação vai muito além da componente linguística. Uma palavra apenas, “implica” também, uma parte emocional. Não só pelo que “se diz”, mas também, pela emoção que pode desenvolver. Há algumas pessoas que manifestamente tem dificuldades em “comunicar”. E uma má comunicação pode ditar o fim de relacionamentos sociais e até do foro laboral. Uma má comunicação, está relacionada com muitos fatores que se enquadram justamente em barreiras. Na verdade, são problemas que vão intervir de forma negativa e até prejudicial, e assim a mensagem recebida ou dirigida fica confusa e incerta, dando aso a várias interpretações. Podem ser de natureza física, psicológica, de interpretação linguística, referente também ao estado de saúde e até de momento, e da personalidade. As barreiras de natureza física são todas aquelas que, tal como o nome indica, resulta de uma comunicação não muito clara ou percetiva devido a obstáculos físicos. Por exemplo, um determinado espaço, cujo atendimento é separado por um vidro, pode afetar a comunicação, pois o mesmo, pode impedir de escutar corretamente. Outra situação poderá ser aquela em que, está a escutar de forma atento/a algo, e se surge entretanto alguém que fala muito alto, o ruido dessa mesma comunicação, acaba por norma, por interferir, automaticamente. Outra barreira da comunicação é o entendimento das palavras, concretamente a interpretação linguística. Se já, é por vezes difícil ir de visita a um país e não entender o idioma, que é de facto uma barreira de comunicação, o que se dirá por exemplo, do pluri significado que a mesma palavra pode ter em diferentes zonas no mesmo país. Neste contexto, um simples café tem “outras designações” em outras zonas do país, desde bica, cimbalino etc. E para quem desconhece essas mesmas designações, constitui um entrave à comunicação. As barreiras de natureza psicológica prende-se ao facto da perceção da mesma situação, vista e analisada por duas pessoas de forma diferente. O sentimento, a interpretação e o feedback pode ser diferenciado pelos “olhos de quem está a ver” .Por outro lado, também implica o “registo automático de pensamento”. Concretamente, se a pessoa a qual se está a comunicar tem um chamado “filtro de pensamento” mais direcionado para o lado negativo, terá por norma tendência a percecionar nesse sentido. Não é à toa que por mais que surjam situações positivas na vida, algumas pessoas tem um entendimento sempre à “defensiva ” em cenários “muito cinzentos “ de vida. Em seguida, outra barreira não muito tida como tal, é o estado de saúde. Repare que quando se encontra adoentado/a está menos recetivo/a à comunicação. Tal como o ditado popular diz, “Não está para ouvir ninguém”. Não obstante, o ver mal e o escutar mal, também são barreiras. Se por exemplo, vê mal e se esqueceu dos óculos, e se o seu trabalho exige a leitura de vários documentos, o esforço que irá fazer para ler, não permitirá o total foco da atenção na informação desses mesmos documentos. No que respeita às barreiras da personalidade, comunicamos sempre no registo de quatro estilos de comunicação: o assertivo, o manipulador, o passivo e o agressivo, embora haja sempre um mais predominante. Repare que em apenas vinte e quatro horas do seu dia, utiliza os quatro: é talvez por norma, mais passivo/a no seu emprego ( de forma a não haver conflitos), e de regresso a casa, fica irritado/a com tudo e até muitas vezes expressa palavras desagradáveis com quem não merece ( pessoas significativas que gostam de si e não o/a vão julgar) , num registo de comunicação agressiva. De seguida, supõem-se que um vizinho/a lhe toca à campainha e automaticamente e “num segundo adota um outro de comunicação o de manipulador /a mais simpático e até humorista para “disfarçar” os minutos anteriores. Por fim o assertivo, é quando um amigo/a telefona na esperança de um bom conselho e é honesto/a no que diz, através da critica construtiva. Não confundir “ser assertivo/a” com “ser frontal”. A assertividade, preserva sempre a autoestima de quem recebe a crítica. Por último, é importante relembrar que nunca se deve prometer nada, quando se está num estado de muita tristeza ou de muita a alegria. Porque nesse preciso momento, o estado emocional, pode fazer comprometer-se como situações as quais futuramente não as vai desejar. Posto isto comunicar tem os seus “quês”, logo a linguagem deve ser sempre clara, transparente e acessível para um bom entendimento da informação. Consegue-se perceber quando alguém está confuso/a quanto a algo. A expressão facial, denuncia, como se estivesse desconfiado/a, pensativo/a etc. Nessas situações deve-se reformular o dialogo, as vezes que forem necessárias até que haja um bom entendimento para ambas as partes. Uma boa comunicação evita dissabores e situações desagradáveis passíveis de arrependimento mais tarde, e em que não é possível, voltar atrás.

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