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Big “Data” Brother

Como ativar territórios e criar novos destinos

Big “Data” Brother

Escreve quem sabe

2021-06-07 às 06h00

Álvaro Moreira da Silva Álvaro Moreira da Silva

A mais recente inovação da Sonae Continente, relativa ao lançamento da sua primeira loja autónoma em Lisboa, é o mote para o artigo de hoje. Pretendo debruçar-me sobre o processo de checkout e a constante procura de o otimizar, bem como sobre o conceito de “Big Data”.
Há uns anos atrás, depois de terminada a universidade, participei num dos meus primeiros projetos como engenheiro de sistemas na empresa Enabler. Nesse projeto de inovação, pioneiro na área, desenvolveu-se uma simplificada arquitetura que permitia reconhecer produtos colocados e retirados de um carrinho de compras. Um dos objetivos principais deste projeto seria, não só a melhoria do processo de checkout, através do pagamento automático, como também a captação e retenção dos dados relacionados com a movimentação dos produtos para dentro e fora do carrinho. Este processo permitiria à posteriori a exploração dos dados e deteção de padrões de determinado cliente, resultado das vendas efetivamente concretizadas e até não concretizadas (produtos retirados do carrinho durante o seu percurso).

Hoje leio sobre o projeto “Continente Apps”, realizado em parceria com a empresa portuguesa Sensei, sobre o “Dash Cart” da empresa Amazon, o sistema “Caper Counter” da empresa Caper, e os similares projetos da GrabandGo e TrigoTech. Constato que, muito embora os desafios tecnológicos sejam distintos, mais ou menos complexos para implementar nas atuais estruturas e diferentes formatos de lojas, os objetivos destas empresas são similares. Ou seja, não só propõem a melhoria da experiência do cliente, através da otimização do processo de checkout, como também da posterior exploração e análise dos dados massivamente armazenados para reconhecimento de padrões e melhoria deste e de outros processos de negócio.
Num contexto de ubiquidade computacional emergente e numa economia cada vez mais catapultada pela qualidade e quantidade de dados adquiridos, a procura de mais e melhor informação é uma premissa essencial nos modernos retalhistas. Daí que o conceito de Big Data tenha surgido, associado a uma natural e crescente possibilidade de aquisição e exploração de dados estruturados e não estruturados, disponibilizando doses de informação estratégica aos diversos intervenientes do negócio.

Aliada aos dados e à essencial informação proveniente dos mesmos, advém, naturalmente, a preocupação dos clientes relacionada com questões de privacidade. Terão os consumidores consciência e/ou confiança na confidencialidade de todos os dados captados por estes sistemas, ou seremos futuramente e cada vez mais atores de uma complexa plataforma ao estilo de um Big “Data” Brother? Certo é que, felizmente, a lei geral da proteção dos dados nos vai auxiliando com restrições diversas. Ainda assim, a mente humana e a tecnologia permitem alavancar novas e geniais oportunidades de negócio. Veja-se a nova loja automatizada do Continente, sistema pioneiro na Europa, concebido e desenvolvido por nós, portugueses, bem em terras lusitanas.

*com JMS

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