Correio do Minho

Braga, terça-feira

Braga é top!

Repensar a Lógica do Livro de Instruções

Ideias Políticas

2016-09-20 às 06h00

Hugo Soares

Estamos sensivelmente a um ano de eleições autárquicas e o mesmo é dizer que já se passaram três desde que Ricardo Rio assumiu os destinos da terceira cidade do País e, para nós bracarenses, a mais bela de todas.

O tempo decorrido é mais do que suficiente para fazer um balanço do que foi feito, do que falta fazer, mas sobretudo do projeto de cidade que se tem vindo a construir. Julgo até que a principal marca da governação de Ricardo Rio é mesmo a perceção generalizada pelos Bracarenses (hoje também um pouco por todo o País) que há uma estratégia no sentido de catapultar Braga para um lugar de qualidade de vida que é seu por justiça própria. No fundo, a ideia de uma Braga cosmopolita, geradora de riqueza, jovem e dinâmica, transparente e participativa é já um objetivo comum da governação e dos seus construtores que são os bracarenses.

Três anos depois, a melhor sensação que se pode ter é que a cidade não é dos seus representantes, mas é de todos. Dos que a visitam e dos que nela moram. Dos socialistas e dos bloquistas. Dos independentes e dos sociais-democratas. Dos académicos e dos jovens. Dos comerciantes e dos empresários. Dos mais idosos e mais carenciados. De todos. A forma como a cidade é vivida pelos residentes nas freguesias mais rurais, pelas coletividades e pelos turistas dão a Braga uma capacidade de fazer ímpar. E neste particular a Câmara Municipal só deve ser catalisador como tem sido e nunca empecilho.

É evidente que toda esta dimensão imaterial, não deve prevalecer sobre as necessidades infraestruturais de que muitas freguesias ainda carecem, da requalificação de espaços centrais que são urgentes e até da própria ideia de regeneração urbana. Mas também neste particular, Ricardo Rio e a sua equipa merecem palavra de saudação. É fácil ver todas as semanas o novo pequeno negócio que abre no nosso centro histórico.

A procura de locais para instalação de unidades hoteleiras. Estamos no âmbito da regeneração urbana. São conhecidos os projetos de recuperação do mercado municipal, do PEB ou do complexo desportivo da rodovia. Estamos no âmbito da requalificação de espaços centrais. E no que diz respeito à feitura de obras nas freguesias basta olhar, de quinze em quinze dias, para a agenda da reunião de câmara para se perceber que uma gestão cuidada permite delegar vários milhões de euros nas freguesias para assim darem corpo aos seus anseios.

Hoje, temos uma Braga capaz de encher o Theatro Circo com vários públicos. De ocupar o Generation com espetáculos diferenciados. Com uma agência como a InvestBraga capaz de atrair investimento gerador de emprego. Temos uma Braga que apoia os mais carenciados com a oferta de manuais escolares, com as consultas gratuitas de medicina dentária, com tarifas mais baixas para famílias numerosas na água…. Temos uma Braga onde o Orçamento participativo envolve a comunidade na construção da cidade.

É verdade. Não temos uma Braga com obras de regime. Não temos megalomanias. Não temos dívida para futuro. Não temos. Nem vamos ter. Desde a primeira hora que sabemos que o projeto de Ricardo Rio não é para eleições. É para uma década. É com horizonte e com futuro e dele que devemos todos cuidar.
A Braga de hoje é substancialmente diferente da Braga de há três anos. Falta concretizar muito. Mas o balanço é mais do que positivo; é como agora se diz: top!

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