Correio do Minho

Braga, terça-feira

Braga no Mapa

Repensar a Lógica do Livro de Instruções

Ideias Políticas

2015-04-07 às 06h00

Hugo Soares

Se havia crítica que apontava ao anterior executivo municipal era a da incapacidade de catapultar Braga para o panorama nacional. De resto, fiquei sempre com a ideia de que a Mesquita Machado e a seus pares dava jeito guardar Braga no bolso, como se de um quintal fechado se tratasse. A ideia seria quanto menor for a exposição melhor. Ora, tal circunstância sobrecarregava de tristeza quem, como eu, conhecia as potencialidades da nossa cidade e impedia o justo reconhecimento que as nossas gentes deveriam ter como construtores diários da terceira cidade do País.

Faltava mundo aos anteriores decisores políticos e por isso era preciso dar Braga ao mundo. Justamente por isso, Ricardo Rio assumiu, desde muito cedo, a necessidade de colocar Braga num patamar de intervenção cidadã, cultural, turística e económica capaz de alavancar a cidade para o mapa da excelência e da atractividade. Iniciativas como a recepção constante de embaixadores estrangeiros em Portugal são decisivas para vender Braga como destino turístico e económico - na lógica da captação de investimento e criação de emprego - que devem continuar e ser realçadas.

Mas se nos lembrarmos dos famosos 'prós e prós' (como ficou conhecido o programa de Fátima Campos Ferreira, em Braga), percebemos a estratégia bem vincada de afirmação da cidade. É assim também no contexto regional, quer com a cada vez mais vincada posição no quadrilátero urbano, quer na aproximação à vizinha Galiza, no âmbito do eixo-atlântico. Podemos ainda chamar à colação as presenças do Primeiro-Ministro no concelho. Seja em iniciativas de visitas a empresas, seja em iniciativas de outro cariz, sou capaz de dizer que Pedro Passos Coelho veio mais vezes a Braga no último ano e meio do que qualquer outro Chefe de Governo nos últimos oito anos.

E esta não é uma questão de somenos. É não só a tradução clara do reconhecimento pelo trabalho feito como é também um suplemento de visibilidade sensível que ninguém pode negar. Lembro as palavras do Primeiro-Ministro, aquando da última presença em Braga, nas instalações da empresa Primavera: 'que os outros municípios consigam aguentar a pedalada de Braga!'. Lapidar.

No que concerne à atractividade turística, quer o impulso à mítica Rampa da Falperra quer o regresso da Volta a Portugal em Bicicleta são um espelho do que venho a afirmar.
Tudo isto e o mais que me dispenso de elencar para chegar à Semana Santa. E aqui chegado não posso deixar de congratular todos quantos se envolvem de alma e coração naquelas solenidades que, cada vez mais, enchem Braga de gente, mas sobretudo de sentimento e orgulho.

Do Cabido a todas as associações e grupos, das Juntas de Freguesia à Misericórdia, da Igreja à Câmara Municipal, todos, sem excepção, estão de parabéns. A prova de que quando se juntam sinergias em prol de um projecto comum o resultado só pode ser o êxito estrondoso que é a Semana Santa. Quem viveu e sentiu Braga por estes dias orgulhou-se das suas origens e da sua terra. O nosso património; a nossa gastronomia; os nossos hotéis; as nossas paisagens; as nossas tradições; o nosso viver da Páscoa; tudo se conjugou para que fosse uma fantástica Semana Santa.
Braga está finalmente, mas sobretudo justamente, a afirmar-se como cidade cosmopolita, de tradição e inovação. Braga está no mapa.
E eu diria: para nosso orgulho!

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