Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Braga prejudicada, até quando?

O Estado da União

Ideias Políticas

2013-02-05 às 06h00

Francisco Mota

Nos últimos dias temos assistido por parte dos cidadãos bracarenses a uma grande mobilização contra o novo modelo de gestão do espaço público na cidade de Braga. A vontade do executivo municipal em tornar as ruas da nossa cidade um negócio rentável para os privados dita claramente que a postura de deixar Braga e os Bracarenses em segundo plano irá continuar a ser a marca do partido socialista.

Na altura em que esta matéria veio a público questionei em sede de assembleia municipal precisamente o cenário que agora vivemos. Com esta opção do PS de Vítor Sousa, porventura se quisermos retirar espaços a pagar para incentivo ao comércio ou à mobilidade estaremos reféns da vontade do grupo privado. Assim sendo, a CMB passa um atestado de incompetência a si própria enquanto gestora da polis, e à polícia municipal como entidade fiscalizadora.

Convém lembrar que Mesquita Machado tinha garantido que não aumentaria o número de parquímetros, bem como os preços a serem praticados, contudo aquilo que agora se reflecte é precisamente o contrário. No imediato teremos mais 27 ruas equipadas com este tipo de pagamento e com o agravamento de 5,26 pontos percentuais face ao ano anterior. Se isto não bastasse apresentam um incremento de 25%, no parque de estacionamento municipal, da Rua do Raio.

O descaramento de quem governa o município ultrapassou todos os limites. O comércio tradicional, que não atravessa bons momentos, nomeadamente mo centro da cidade, passará a estar mais desertificado com estes aumentos aprovados pela Câmara Municipal de Braga, que ignora e despreza as necessidades atuais dos comerciantes, em vez de incentivar o movimento e dinâmica nesta zona.

O centro da cidade, que tem cada vez mais lojas fechadas, vai sendo morto aos poucos com este tipo de atitudes do Partido Socialista. Este é um ponto que tenho vindo a alertar, ainda para mais que após a deslocalização do hospital não se viu qualquer tipo de estratégia para colmatar as consequências negativas que daí surgiram. Têm sido constantes as recomendações e propostas feitas à Câmara Municipal de Braga para que haja um maior apoio ao comércio tradicional.

Entre elas destaca-se: a isenção de pagamento no parque de estacionamento da Rua do Raio, único parque municipal, para os clientes do comércio tradicional.
É do senso comum que esta é uma responsabilidade da Câmara Municipal, ainda assim o executivo socialista, fechado na praça do município, apenas estimula para que os automobilistas prefiram estacionar em zonas com parquímetros privados e parque de estacionamento do mesmo género em detrimento dos espaços municipais.

O desafio que hoje aqui lanço é que as assembleias de freguesia, por proposta dos Presidentes de Junta, que se vêem abrangidas por este ataque protagonizado pela Câmara Municipal aprovem um recomendação contra esta opção socialista. Este processo deverá ainda ser levado à próxima assembleia municipal com a mesma recomendação e subscrita por todos os autarcas que vêem a sua freguesia a ser alvo de um política terrorista e sem medida.

Depois daquilo que vos expresso aqui apenas me leva a concluir que não sei quem beneficia com estas medidas, mas sei quem sai prejudicado nesta situação, são os bracarenses.

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